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Exercício físico deve ser prescrito no tratamento da depressão

As pessoas com depressão devem receber prescrição de exercício físico e deverão ser acompanhadas durante as  primeiras 12 semanas neste novo regime  – à semelhança do que é feito na  fisioterapia para ajudar as pessoas na recuperação de lesões.

A recomendação vem de um novo relatório – Move Your Mental Health – que resume dados de 1.158 estudos e analisa mais de 20 tipos de atividades físicas em relação aos resultados na saúde mental.

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Dos 1.158 estudos, 89 por cento (1.029) relataram “relações positivas significativas” entre a atividade física e os resultados de saúde mental.

Os tipos de atividade física com maior número de estudos positivos foram a atividade física geral, com 370 estudos mostrando resultados significativos e positivos. Logo de seguida aparece a atividade cardiovascular e aeróbica com 189 estudos positivos e o ioga com 165 estudos positivos.

Ao examinar apenas ensaios clínicos randomizados – 56 por cento dos estudos revistos ​​eram ensaios clínicos randomizados – a grande maioria (87 por cento) relatou efeitos positivos do exercício / atividade física sobre os resultados de saúde mental.

No geral, três a cinco sessões de 30-45 minutos de exercícios moderados a vigorosos por semana parecem proporcionar os benefícios ideais para a saúde mental.

O relatório, compilado pela Fundação John W Brick Mental Health, afirma que os exercícios de alta intensidade (3-5 vezes por semana) são melhores para reduzir os sintomas depressivos do que exercícios de baixa intensidade (1 vez por semana).

Mais exercício nem sempre é melhor, no entanto, de acordo com os autores. Parece haver uma “curva em forma de U”, na qual as pessoas que praticam exercícios moderados a vigorosos 3-5 vezes por semana apresentam melhor saúde mental do que aquelas que se exercitam menos de três ou mais de cinco vezes por semana.

Alguns exercícios de alta intensidade também podem aumentar a ansiedade imediatamente após o exercício.

A autora principal, Cassandra Vieten, diretora executiva da Fundação de Saúde Mental John W Brick, sublinha: “A pesquisa apoia de forma esmagadora o papel benéfico do exercício e do aumento da atividade física para tratamento de questões de saúde mental, particularmente depressão e ansiedade. Uma combinação de exercícios cardiovasculares e aeróbicos e treino de força em intensidade moderada a alta várias vezes por semana parece ser apoiada pelas evidências.”

“O exercício parece melhorar a saúde mental por meio de vias sociais e de autoeficácia, bem como por vias biológicas – como aumentar os neurotransmissores cerebrais e melhorar a função hormonal envolvida na saúde mental.”

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Três décadas de ciência deixam clara uma ideia: o exercício deve ser integrado na prevenção e no tratamento de doenças mentais e na promoção do bem-estar mental.

O movimento regular dos nossos corpos é um elemento-chave no ecossistema de fatores que nos ajudam a construir o nosso bem-estar mental e emocional.

Quer seja levantando pesos, correndo numa passadeira , fortalecendo a zona central do seu corpo com Body Balance, Pilates, ou atividades menos intensas, como caminhadas ou tarefas domésticas, o movimento está indiscutivelmente associado a benefícios para a saúde mental.

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Referências: Move Your Mental Health™ Report da John W. Brick Mental Health Foundation