Axis Wellness Club

Gordura abdominal aumenta risco de demência

É sabido que vários estudos já concluíram que pessoas que acumulam gordura abdominal à medida que envelhecem, correm maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 do que as pessoas cujo ganho de peso é distribuído de maneira mais uniforme.

Em 2008, um estudo publicado on-line na revista científica Neurology sugere que a gordura abdominal também pode aumentar o risco de vir a desenvolver a doença de Alzheimer ou outro tipo de demência.

Os investigadores analisaram dados recolhidos de 6.583 pessoas de ambos os géneros, clientes da Kaiser Permanent no norte da Califórnia (empresa de seguros de saúde dos EUA).

Foram efetuadas medições do abdómen quando estavam na meia-idade (entre os 40 a 45 anos), como parte integrante de consultas de rotina entre 1964 e 1973. Os investigadores examinaram o historial médico dos mesmos pacientes três décadas depois, quando a sua idade oscilava entre os 73 e os 87 anos, para determinarem quantos haviam desenvolvido demência.
Entre 1994 e 2006, 1.049 dos pacientes originais foram diagnosticados com demência. Quanto maiores as medidas abdominais na meia-idade, maior o risco de demência na velhice. Esses riscos são mantidos mesmo após o ajuste do índice de massa corporal (IMC).

As pessoas com maior risco de desenvolver demência, no entanto, foram aquelas com as maiores medidas abdominais e cujo IMC indicava que eram obesas na meia-idade: eram 360% mais propensas a desenvolver demência do que aquelas que possuiam as medidas abdominais mais baixas e o IMC normal.

Embora pesquisas anteriores tenham mostrado que a obesidade aumenta as probabilidades de desenvolver a doença de Alzheimer e outras demências, este é o primeiro estudo a mostrar que a distribuição do excesso de peso no abdómen é particularmente arriscada. Ainda não é suficientemente clara a razão, mas a suspeita é que pode fazê-lo indiretamente através do aumento do risco de diabetes e doenças cardiovasculares.

PODERÁ TER INTERESSE EM LER: OBESIDADE ABDOMINAL: RISCOS E PREVENÇÃO

Independentemente do mecanismo, este estudo indica que um abdómen grande pode ameaçar a mente e o corpo – mais uma razão para comer melhor e se exercitar mais.

Mas como reduzir a gordura abdominal?

Uma das melhores maneiras de livrar-se dessa gordura perigosa e profundamente estabelecida é praticar exercício físico adequado, pois ajudará a diminuir os níveis de insulina, principal fator da produção de gordura visceral.

Num estudo, conduzido por fisiologistas do exercício no Departamento de Estudos Humanos da Universidade do Alabama em Birmingham (UAB), voluntários que não se exercitaram tiveram aumento de 8,6% na gordura visceral após oito meses, enquanto os que se exercitaram perderam mais de 8% de gordura visceral durante esse período.
Identificou-se, por exemplo, que o exercício tem a capacidade de eliminar a gordura rapidamente. Voluntários que correram cerca de 27 Kms por semana tiveram reduções significativas na gordura visceral, na gordura abdominal subcutânea (que está sob a pele), e na gordura abdominal total.

Se combinar um programa regular de exercício físico devidamente prescrito por um profissional qualificado, com um programa de alimentação saudável orientado por um nutricionista, estará certamente encaminhado para ter uma vida mais saudável.

No AXIS WELLNESS disponibilizamos um serviço completo e diferenciado, combinado com a área da nutrição, para que seja efetuado o melhor enquadramento do exercício físico na prevenção e controlo da obesidade abdominal e outras doenças metabólicas. Informe-se junto do seu Personal Trainer, clique aqui ou contacte-nos através do 258 847 555 (Viana do Castelo) ou 258 938 554 (Ponte de Lima)

Referências:

Whitmer RA, et al. “Central Obesity and Increased Risk of Dementia More Than Three Decades Later,” Neurology (March 26, 2008): Electronic publication.

https://www.uab.edu/newsarchive/70473-exercise-keeps-dangerous-visceral-fat-away-a-year-after-weight-loss-finds-uab-study