Axis Wellness Club

O corpo adapta-se a tudo. Até ao que lhe faz mal.

Imagine duas pessoas com a mesma idade: uma mantém uma rotina de exercício, sobe escadas sem dificuldade, levanta pesos, caminha regularmente e desafia o corpo de forma consistente; a outra passa grande parte do dia sentada, movimenta-se pouco e há anos que não pratica exercício.

Têm a mesma idade. Mas o corpo não tem necessariamente a mesma capacidade.

Porquê? Porque a idade conta, mas aquilo a que o corpo é exposto todos os dias também conta.

O corpo aprende com aquilo que fazemos

O organismo humano tem uma extraordinária capacidade de adaptação.

Quando começamos a treinar, o corpo recebe um estímulo ao qual não estava habituado. Com o tempo, adapta-se: os músculos tornam-se mais fortes, melhora a capacidade cardiovascular, o movimento torna-se mais eficiente e determinadas tarefas passam a exigir menos esforço.

É precisamente esta capacidade de adaptação que permite melhorar a condição física. E não é necessário ser atleta para beneficiar dela.

Caminhar mais, treinar força, nadar, andar de bicicleta, fazer uma aula de grupo ou simplesmente aumentar a quantidade de movimento diário são estímulos que podem contribuir para melhorar a capacidade física. A Organização Mundial da Saúde recomenda, para os adultos, pelo menos 150 a 300 minutos de atividade física moderada por semana e atividades de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias.

No fundo: o corpo responde ao que lhe pedimos.

Mas a adaptação também funciona ao contrário

Esta é a parte mais desconfortável. Se o corpo se adapta ao exercício, também se adapta à falta dele.

Quando uma pessoa deixa de utilizar regularmente determinadas capacidades, algumas das adaptações conquistadas através do treino começam a diminuir. A força pode baixar, a massa muscular pode reduzir-se e tarefas que antes eram fáceis podem começar a exigir mais esforço.

É aquilo que a ciência do exercício chama de destreino.

Não significa que tudo se perca de um dia para o outro. Nem significa que uma pausa de algumas semanas elimine os benefícios de anos de atividade.

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Aliás, a investigação mostra que, mesmo após períodos de interrupção, parte dos benefícios adquiridos através do treino pode permanecer, dependendo da duração e do tipo de treino realizado.

Mas existe uma mensagem importante: aquilo que não é utilizado tende a deixar de ser prioritário para o organismo.

Isto acontece em qualquer idade

É fácil pensar que esta questão diz respeito apenas a pessoas mais velhas, mas não é assim.

Um jovem que deixa de praticar desporto pode perder condição física. Um adulto de 40 anos que passa anos sem treinar pode perder força e mobilidade. E uma pessoa de 70 anos pode continuar a melhorar a sua capacidade física quando começa ou retoma um programa de exercício adequado.

A investigação mais recente continua a demonstrar que o treino de força pode melhorar a força muscular e o desempenho funcional mesmo em adultos mais velhos.

É por isso que idade cronológica e condição física não são a mesma coisa.

O envelhecimento é inevitável. A forma como envelhecemos, dentro dos limites individuais, é influenciada por muitos fatores, e o nível de atividade física é um deles.

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O mais importante não é aquilo que o corpo consegue hoje

É aquilo que estamos a pedir-lhe para conseguir amanhã. O corpo não precisa de desafios extremos:

  • Precisa de estímulos adequados, consistentes e progressivos.
  • Precisa de força para continuar a levantar, carregar, empurrar e puxar.
  • Precisa de equilíbrio e coordenação para se movimentar com segurança.
  • Precisa de capacidade cardiovascular para caminhar, subir escadas ou realizar as tarefas do dia a dia sem ficar excessivamente cansado.
  • E precisa, sobretudo, de movimento regular.

 

Por isso, talvez a pergunta mais interessante não seja: “Estou em forma?”

Mas sim: “Que tipo de corpo estou a construir com aquilo que faço todos os dias?”

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O corpo adapta-se. A escolha é nossa.

Cada treino é uma mensagem. Cada caminhada é uma mensagem. Cada período prolongado de inatividade também é uma mensagem.

Não se trata de lutar contra o envelhecimento, nem de procurar manter aos 50, 60 ou 70 anos exatamente a capacidade física dos 20.

Trata-se de chegar a cada fase da vida com o máximo de capacidade possível para essa fase.

Porque o objetivo do exercício não é apenas viver mais anos. É chegar a esses anos com mais força, autonomia, confiança e qualidade de vida.

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A questão é: a que estamos a pedir-lhe para se adaptar?

No AXIS WELLNESS, encontra as soluções para acompanhar cada fase de adaptação do seu corpo: profissionais qualificados, equipamentos atuais e inovadores, equipas em permanente formação e instalações confortáveis e atrativas, num ambiente pensado para que possa cuidar da sua saúde hoje e preparar o seu corpo para o futuro.

Para saber como o podemos ajudar clique aqui ou contacte-nos através do nº 258 847 555 (Viana do Castelo)


Nota científica

A capacidade de adaptação ao exercício varia entre indivíduos e depende da idade, condição física, genética, tipo e quantidade de exercício, alimentação, sono e estado de saúde. O exercício não elimina o processo natural de envelhecimento, mas pode contribuir significativamente para preservar e desenvolver capacidades físicas ao longo da vida.

Referências

  1. World Health Organization. WHO Guidelines on Physical Activity and Sedentary Behaviour. Geneva: WHO; 2020.
  2. World Health Organization. Physical activity – Fact sheet. WHO.
  3. Chodzko-Zajko WJ et al. Exercise and Physical Activity for Older Adults. Medicine & Science in Sports & Exercise.
  4. Mujika I, Padilla S. Detraining: loss of training-induced physiological and performance adaptations. Sports Medicine. 2000.
  5. Chen Y et al. Training Session and Detraining Duration Affect Lower Limb Muscle Strength Maintenance in Middle-Aged and Older Adults: A Systematic Review and Meta-Analysis. Journal of Aging and Physical Activity. 2021.
  6. Marzetti E et al. Lower extremity muscle hypertrophy in response to resistance training in older adults: Systematic review and meta-analysis. Experimental Gerontology. 2025.
  7. Residual Effects of Physical Exercise After Periods of Training Cessation in Older Adults: A Systematic Review With Meta-Analysis and Meta-Regression. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports. 2025.