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Músculo: o segredo para a sua longevidade

Durante muitos anos, ganhar massa muscular foi encarado sobretudo como um objetivo estético. Hoje sabemos que essa visão está completamente ultrapassada.

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A ciência demonstra que o músculo é um verdadeiro órgão metabólico, fundamental para a mobilidade, o equilíbrio, a saúde óssea, o controlo da glicemia, a recuperação após doenças e, acima de tudo, para manter a independência ao longo da vida.

O problema é que a perda de massa muscular acontece de forma lenta e silenciosa. Não provoca dor, não causa inflamação e dificilmente se nota ao espelho de um dia para o outro. Quando surgem os primeiros sinais, uma parte importante dessa reserva de saúde pode já ter desaparecido.

O que é a sarcopenia?

A sarcopenia é uma doença* caracterizada pela perda progressiva de massa muscular, força e desempenho físico.

Embora esteja associada ao envelhecimento, não deve ser encarada como uma consequência inevitável da idade.

A partir dos 30-40 anos inicia-se uma redução gradual da massa muscular. Depois dos 50 anos, essa perda acelera, podendo atingir cerca de 1 a 2% da massa muscular por ano, enquanto a força muscular diminui ainda mais rapidamente.

Como este processo ocorre de forma lenta, muitas pessoas adaptam-se sem perceber. Levantar-se de uma cadeira exige mais esforço, subir escadas torna-se mais cansativo ou carregar as compras passa a ser mais difícil. Frequentemente atribui-se tudo isto à idade, quando na realidade existe uma perda significativa de capacidade muscular.

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O músculo faz muito mais do que produzir movimento

Quando pensamos em músculo, imaginamos normalmente força física. Na realidade, a massa muscular desempenha inúmeras funções essenciais para a saúde.

É ela que permite:

  • levantar-se facilmente de uma cadeira;
  • subir escadas com segurança;
  • manter o equilíbrio;
  • reduzir o risco de quedas;
  • proteger os ossos;
  • melhorar o metabolismo;
  • controlar melhor os níveis de açúcar no sangue;
  • recuperar mais rapidamente após doenças, cirurgias ou lesões.

Por isso, preservar a massa muscular significa preservar qualidade de vida.

A força tornou-se um verdadeiro indicador de saúde

Nos últimos anos, a comunidade científica passou a dar enorme importância à força muscular.

Atualmente, testes muito simples, como medir a força de preensão da mão ou avaliar a facilidade com que uma pessoa se levanta de uma cadeira, fazem parte da avaliação do risco de fragilidade em muitos serviços de saúde.

Hoje sabe-se que pessoas com menor força muscular apresentam maior risco de hospitalização, incapacidade, perda de autonomia e mortalidade precoce.

A força deixou de ser apenas um indicador de condição física. Passou a ser um importante marcador de saúde.

O internamento hospitalar pode acelerar a perda muscular

Existe um momento particularmente crítico para a preservação da massa muscular: os períodos de hospitalização e de imobilização prolongada.

Mesmo em adultos saudáveis, bastam poucos dias de repouso quase completo para iniciar uma perda significativa de massa e força muscular. Nos adultos mais velhos, este processo é ainda mais rápido devido à chamada “resistência anabólica”, que reduz a capacidade do organismo reconstruir músculo.

Quanto maior for o período de internamento, maior poderá ser a perda funcional e mais difícil será recuperar a autonomia após a alta hospitalar.

É precisamente por isso que os programas de mobilização precoce, fisioterapia e exercício físico são hoje considerados parte integrante da recuperação clínica.

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Os medicamentos para emagrecer vieram reforçar a importância do músculo

Os medicamentos agonistas do GLP-1, utilizados no tratamento da obesidade, revolucionaram o controlo do peso.

Contudo, diversos estudos mostram que parte da perda de peso obtida corresponde também à perda de massa magra, incluindo músculo.

Por esse motivo, as principais sociedades científicas recomendam que qualquer programa de emagrecimento seja acompanhado por treino de força e ingestão adequada de proteína, minimizando a perda muscular.

Curiosamente, a própria indústria farmacêutica está atualmente a desenvolver terapêuticas especificamente direcionadas para preservar massa muscular durante a perda de peso.

O músculo deixou definitivamente de ser visto apenas como uma questão estética. Hoje é encarado como um fator essencial para um envelhecimento saudável.

Existe tratamento para a sarcopenia?

Até ao momento, não existe nenhum medicamento aprovado que substitua aquilo que comprovadamente funciona para prevenir e tratar a sarcopenia.

A evidência científica continua a apontar para duas estratégias fundamentais.

Treino de força

O exercício de força continua a ser a intervenção mais eficaz para preservar e aumentar a massa muscular.

Independentemente da idade, o músculo mantém capacidade de adaptação. Mesmo pessoas com 70, 80 ou mais anos conseguem aumentar significativamente a força e melhorar a capacidade funcional quando seguem um programa de treino adequado e supervisionado.

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Proteína suficiente

A alimentação desempenha igualmente um papel decisivo. As sociedades internacionais recomendam que adultos mais velhos ou pessoas fisicamente ativas procurem ingerir cerca de 1,2 a 1,6 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia, salvo contraindicação médica, distribuindo essa ingestão ao longo das várias refeições.

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A consistência é o verdadeiro segredo

Existe uma característica muito particular do músculo. Ele adapta-se exatamente ao estímulo que recebe.

Quando treinamos regularmente, fortalece-se. Quando deixamos de treinar durante semanas ou meses, começa novamente a diminuir.

Por isso, muito mais importante do que realizar programas intensivos durante algumas semanas é manter uma rotina consistente ao longo dos anos.

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Nunca é demasiado cedo… nem demasiado tarde

Um dos maiores mitos é acreditar que apenas os jovens conseguem ganhar massa muscular.

Hoje sabemos que o treino de força produz benefícios em praticamente todas as idades. Quanto mais cedo começar, maior será a reserva muscular construída para o futuro.

Mas iniciar aos 60, 70 ou mesmo 80 anos continua a traduzir-se em ganhos significativos de força, equilíbrio, autonomia e qualidade de vida.

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O melhor investimento para o futuro

Quando pensamos em poupança, imaginamos dinheiro. Mas existe uma reserva muito mais importante: a massa muscular.

É ela que nos permite continuar a caminhar, subir escadas, brincar com os netos, recuperar de uma cirurgia, ultrapassar uma doença e manter a independência durante mais anos.

No fim, o maior risco não é perder músculo. É perder a liberdade de continuar a fazer sozinho aquilo que sempre fez.

No AXIS WELLNESS acreditamos que poderá encontrar um conjunto diversificado de atividades, que vão desde a musculaçãoaulas de grupo,nataçãohidroginásticapilates, ou treino personalizado passando por um SPA onde poderá relaxar e descontrair depois de um dia exigente, até um serviço de nutrição (incluído em todas as modalidades de adesão), onde poderá obter o aconselhamento e acompanhamento necessários para mudar os seus hábitos alimentares

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* Durante muitos anos, a sarcopenia foi descrita apenas como uma condição associada ao envelhecimento. No entanto, esse entendimento mudou significativamente. Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu oficialmente a sarcopenia como uma doença, atribuindo-lhe um código próprio na Classificação Internacional de Doenças (CID-10-MC: M62.84).

Referências bibliográficas

Imagem ilustrativa gerada por IA