Exercício físico incluído no tratamento oncológico na Austrália

Pela primeira vez, uma organização nacional de cancro emitiu diretrizes formais recomendando o exercício como parte do tratamento do cancro, para todos os pacientes portadores desta patologia.

A Sociedade de Oncologia Clínica da Austrália (COSA) é muito clara na diretiva. As suas recomendações são:

  • O exercício deve ser incorporado como parte da prática padrão no tratamento do cancro e visto como uma terapia adjunta que ajuda a neutralizar os efeitos adversos do cancro e seu tratamento.
  • Todos os membros da equipa multi-disciplinar do tratamento do cancro devem promover a atividade física e ajudar seus pacientes a aderir às diretrizes de exercícios.
  • A melhor prática de tratamento oncológico deve incluir o encaminhamento a um fisiologista e/ou fisioterapeuta com experiência no tratamento do cancro.

 

A principal promotora, pesquisadora clínica, fisiologista do exercício, e presidente do comité de diretrizes do COSA Exercise Cancer, a Dra. Prue Cormie também é muito clara na sua declaração à imprensa:

“Se pudéssemos transformar os benefícios do exercício físico numa pílula, esse comprimido seria exigido pelos pacientes, prescrito por todos os especialistas em cancro e subsidiado pelo governo. Seria certamente visto como um grande avanço no tratamento do cancro”.

Sobre a pesquisa que sustenta as diretrizes arrojadas, a Drª Cormie afirma: “o nível de evidência é realmente indiscutível e a tendência a restringir a atividade física dos pacientes é provavelmente prejudicial”.

Ela está correta. Existem centenas de estudos que mostram benefícios reais e tangíveis do exercício para pacientes com diferentes tipos de cancro e em diferentes estágios.

O exercício físico como terapia adicional para pacientes submetidos ao tratamento do cancro, tem sido bem estudado e associado a muitos benefícios. Numa análise de 61 ensaios clínicos de mulheres com todos os estágios do cancro e mama, aquelas que realizaram um programa de exercícios durante o tratamento melhoraram significativamente a qualidade de vida, condição física, energia e força, bem como revelaram significativamente menos ansiedade, depressão e diminuição do indíce de massa corporal e perímetro da cintura em comparação com os grupos de controlo. Em outra grande análise de 28 estudos envolvendo mais de 1.000 participantes com cancros avançados (incluindo leucemia, linfoma, mieloma múltiplo, pulmão, mama, gastro e próstata), um programa de exercícios durante o tratamento foi associado à melhoria significativa da função física, níveis de energia e peso / IMC, função psicossocial, qualidade do sono e qualidade de vida global.

A declaração do COSA informa que as pessoas com cancro devem evitar a inatividade e serem tão fisicamente ativos quanto possível:

  • Fazer pelo menos 150 minutos de intensidade moderada ou 75 minutos de exercício aeróbico de intensidade vigorosa (por exemplo, caminhada, corrida, ciclismo, natação) a cada semana; e
  • Fazer duas a três sessões de treino de resistência (como por exemplo, levantamento de pesos) por semana, envolvendo exercícios de intensidade moderada a vigorosa visando os principais grupos musculares.

 

A equipa que acompanha deve levar em linha de conta as seguintes diretrizes:

  • Recomendação de exercícios personalizados para as capacidades do indivíduo, a trajetória prevista da doença e o estado de saúde
  • Consulte os fisiologistas do exercício e fisioterapeutas credenciados como os profissionais de saúde mais apropriados para prescrever e realizar programas de exercícios para pessoas com cancro
  • Promover estas recomendações durante todo o tratamento;

 

Mais investigação irá certamente ajudar a entender exatamente qual o exercício ideal para cada tido de cancro específico. Por enquanto, a prescrição de exercícios do COSA traduz-se em cerca de 21 minutos por dia de exercício, além de algumas sessões de fortalecimento muscular por semana.

A experiente enfermeira e sobrevivente de cancro Eileen Wyner foi inequívoca no seu entusiasmo: “Eu acho que é uma ótima ideia.” Embora tenha quatro anos em remissão de linfoma, ela lembra-se bem dos seus tratamentos de quimioterapia . “Eu estava em ótima forma física quando fiquei doente, mas fiquei fraca rapidamente. Eu andava pelos corredores do hospital com o meu bastão de soro quando podia, porque sabia, por ser um profissional de saúde, o quão importante era ficar o mais ativa possível. Mas eu não fiz nada pelos meus braços. ”As novas diretrizes pedem algum tipo de treino de resistência duas vezes por semana, e Wyner acha que poderia ter sido útil para ela: “A dada altura, depois de os meus tratamentos de quimioterapia acabarem, estava em casa e decidi tirar algo de um armário na minha cozinha. Foi chocante para mim quando percebi que não conseguia lá chegar. Eu não conseguia chegar a um telefone, a uma janela… os meus músculos estavam completamente atrofiados. Eu percebi o quão fraca estava, quão fracos os meus braços eram… tenho sorte de ter tido alguém capaz de me ajudar, ou estaria em sérios apuros. ”

Se está a passar por um tratamento oncológico, as recomendações de exercício físico podem certamente parecer impressionantes, mas é importante lembrar que a ideia é individualizar o plano de atividades.

A ideia é que os pacientes façam tudo o que puderem, já que irão colher os benefícios, do condicionamento físico ao bem-estar emocional, e prevenção de eventuais recaídas.

O AXIS WELLNESS disponibiliza serviços de Exercício Clínico como coadjuvante terapêutico a pessoas portadoras de patologia oncológica, e com competência para a prescrição de planos de treino personalizados para pacientes oncológicos. Possuímos uma equipa multidisciplinar, com médico especializado em medicina desportiva, fisioterapeutas, nutricionista, e fisiologistas do exercício. Trabalhamos em articulação com o tratamento prescrito pelo médico que acompanha o paciente. Saibam mais sobre a área de exercício clínico do AXIS WELLNESS clicando aqui ou através dos nºs 258 847 555 (Viana do Castelo) ou 258 938 554 (Ponte de Lima).

Fontes:

https://www.health.harvard.edu/blog/exercise-as-part-of-cancer-treatment-2018061314035?utm_content=buffercd192&utm_medium=social&utm_source=facebook&utm_campaign=buffer

“A systematic review and meta-analysis of the safety, feasibility and effect of exercise in women with stage II+ breast cancer. Archives of Physical Medicine and Rehabilitation, May 2018.”

“Efficacy of exercise interventions in patients with advanced cancer: A systematic review. Archives of Physical Medicine and Rehabilitation, May 2018.”

Exercício físico e fibromialgia – uma abordagem obrigatória.

A fibromialgia é uma síndrome crónica caracterizada por queixas dolorosas neuromusculares difusas e pela presença de pontos dolorosos em regiões anatomicamente determinadas.

Outras manifestações que acompanham também as dores são a fadiga, as perturbações do sono e os distúrbios emocionais. Alguns doentes queixam-se de perturbações gastrointestinais.

Esta doença afeta homens, mulheres e crianças de todas as idades, etnias, estatutos. Estima-se que afete, mundialmente, cerca de 2% a 5% da população adulta, dependendo dos países, em que 80% a 90% são mulheres entre os 20 e os 50 anos e a incidência aumenta progressivamente com a idade. Pode ser diagnosticada mais frequentemente na idade adulta, mas também pode aparecer em idosos ou em crianças e adolescentes.

Em Portugal, segundo um estudo da EpiReuma, estima-se que afete 1,7% da população, com predomínio nas mulheres acima dos 40 anos, sendo que outro estudo estima uma prevalência de 3,6% de casos de fibromialgia. Existem ainda muitos casos que não estão diagnosticados, sendo que muitos doentes vivem com indeterminação de diagnóstico durante muito tempo.

A maioria dos doentes com fibromialgia apresenta-se com má forma física. Por isso, os músculos para desempenharem uma determinada tarefa consomem mais energia o que contribui para aumentar a fadiga.

O músculo, como qualquer outro ’órgão’ vivo, quando não é utilizado sofre um progressivo declínio de função. As dores e a fadiga levam a que muitos doentes se coíbam a fazer determinados movimentos que exacerbem a dor e o cansaço, tornando-se assim inativos.

Contudo, esta não é a melhor opção, visto estar provado que determinado tipo de exercício, adaptado à capacidade do doente, pode ser a melhor solução a médio e longo prazo.

A prática regular de exercício deve fazer parte do estilo de vida habitual do doente e não deve ser considerada apenas como uma medida terapêutica transitória.

Os exercícios físicos na fibromialgia, além de melhorarem a capacidade cardiorrespiratória, atuam sobre o sistema músculo esquelético desenvolvendo a resistência muscular localizada, aumentando a força e favorecendo a mobilidade de grupos musculares que normalmente se encontram em contração prolongada fazendo a pessoa sentir-se melhor e mais saudável.

O limite do que deve ser feito é determinado em conjunto pelo doente e o técnico que o acompanha e deve ter em conta: a idade, a presença de doenças concomitantes e limitações do sistema locomotor que podem ser agravadas com alguns exercícios.

Em função destas restrições e objetivos, os exercícios físicos que se apresentam como as melhores opções para pessoas portadoras desta patologia são:

 

De acordo com alguns estudos, os exercícios devem ser praticados no período da manhã, mas os cuidados com a postura devem ser aplicados durante todo o dia, no sentido de prevenir possíveis sobrecargas e esforços repetitivos.

Constata-se ainda, que a prática de exercício físico aumenta a autoestima, o bem- estar físico, diminui o tecido adiposo, melhora o humor, promove uma postura mental mais positiva e predispõe para atividades antes evitadas tornando os doentes mais ativos e pode inclusive, nalguns casos, contribuir para reduzir a medicação.

Em conclusão, melhora a qualidade de vida e socialização do doente.

O AXIS WELLNESS disponibiliza serviços de Exercício Clínico como coadjuvante terapêutico a pessoas portadoras de fibromialgia. Saiba mais sobre a área de exercício clínico do AXIS WELLNESS clicando aqui ou através dos nºs 258 847 555 (Viana do Castelo) ou 258 938 554 (Ponte de Lima).

Fonte: Myos — Associação Nacional Contra a Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica 

Créditos da foto: designed by Freepik

Exercício físico nos sobreviventes de cancro: promover o bem-estar

O exercício físico está associado a reduções significativas nas taxas de recorrência e da mortalidade de alguns tipos de cancro.

Os sobreviventes de cancro que fazem exercício físico podem ter benefícios na redução da fadiga, e na melhoria considerável da qualidade de vida. Promove melhorias na função física e na composição corporal, com indicadores mais saudáveis ​​de massa corporal magra e massa gorda.

O exercício físico deve ser adaptado aos efeitos agudos, de longo prazo e tardios que afetam o sobrevivente. A atividade necessária para alcançar efeitos protetores diz respeito à prática de atividades moderadas. Por exemplo, andar 30 minutos por dia a 4 km por hora.
No entanto, muitos profissionais de saúde referem falta de conhecimento das recomendações de exercício nas diversas fases da sobrevivência do cancro.

Há necessidade de maior informação sobre os períodos e tempos de prática de exercício. Também é necessário saber como encaminhar os sobreviventes para programas de exercícios especificamente destinados à sua condição física.

O American College of Sports Medicine defende que o exercício é geralmente seguro para a maioria dos sobreviventes de cancro e a inatividade deve ser evitada. As orientações gerais referem 150 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa por semana. O treino de resistência deve ser realizado ≥ 2 dias por semana e deve envolver os oito principais grupos musculares. Por exemplo, treino com pesos leves.

O American College of Sports Medicine dá, ainda, recomendações explicitas de adaptação do exercício físico para condições específicas. Os sobreviventes com linfedema, reconstrução mamária, com cateteres centrais e ostomias devem seguir precauções específicas. Estão, também, incluídos nas recomendações, os sobreviventes com efeitos secundários da quimioterapia, imunoterapia ou radioterapia, por comprometimento imunológico, por fadiga, neuropatia periférica e fraqueza.

O AXIS WELLNESS disponibiliza serviços de Exercício Clínico como coadjuvante terapêutico a pessoas portadoras de patologia oncológica. Possuimos uma equipa multidisciplinar, com médico especializado em medicina desportiva, fisioterapeutas, nutricionista, e fisiologistas do exercício. Trabalhamos em articulação com o tratamento prescrito pelo médico que acompanha o paciente. Saibam mais sobre a área de exercício clínico do AXIS WELLNESS clicando aqui ou através dos nºs 258 847 555 (Viana do Castelo) ou 258 938 554 (Ponte de Lima).

Fonte: http://stopcancerportugal.com

Referências: Schwartz, A. L., de Heer, F. H. D., & Bea, J. W. (2017). Initiating Exercise Interventions to Promote Wellness in Cancer Patients and Survivors. ONCOLOGY-NEW YORK, 31(10), 711-717.

Obesidade abdominal: riscos e prevenção

O índice de Massa Corporal (IMC) é, regra geral, a medição utilizada para fazer o diagnóstico de obesidade. Mas, atualmente, para avaliar a presença de obesidade e, em simultâneo, o risco de vir a desenvolver doenças associadas à obesidade (aquilo que se designa por risco metabólico), como a diabetes, doenças cardiovasculares e hipertensão arterial, tem sido cada vez mais utilizado como indicador de risco metabólico a medição do perímetro da cintura (perímetro abdominal). Este indicador de risco metabólico permite avaliar, em adultos, a distribuição da gordura corporal.

Como se mede o perímetro abdominal?

É muito simples fazer esta medição: basta colocar a fita métrica em torno do abdómen, acima do osso da anca, e tirar a medida. De acordo com os valores de referência, um perímetro abdominal igual ou superior a 80 centímetros na mulher e igual ou superior a 94 centímetros no homem corresponde a um risco metabólico aumentado. Já um perímetro abdominal igual ou superior a 88 centímetros na mulher e igual ou superior a 102 centímetros no homem corresponde a um risco metabólico muito aumentado. Qualquer um destes resultados deve implicar aconselhamento médico.

Por que é que a gordura abdominal é perigosa?

A gordura que se localiza em torno do fígado e outros órgãos abdominais é metabolicamente ativa, o que significa que liberta mais de 80 substâncias químicas e hormonas que são agressivas para o aparelho circulatório e para o pâncreas, tendo várias consequências graves para a sua saúde:

Aumento dos níveis de colesterol:

Anomalias nos níveis de colesterol constituem um importante fator de risco para a aterosclerose que, de acordo com a Fundação Portuguesa de Cardiologia, é a principal causa de morte nos países desenvolvidos. A gordura acumulada nas paredes das artérias pode conduzir à obstrução parcial ou total do fluxo sanguíneo que chega ao coração e ao cérebro.

Aumento da tensão arterial: 

Segundo a Fundação Portuguesa de Cardiologia, existem cerca de 2 milhões de hipertensos em Portugal, embora só 50% destes saibam que sofrem deste problema. Por esta razão, e em muitos casos, a hipertensão arterial não é corrigida ou controlada, o que faz com que seja um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Aumento dos níveis de glucose no sangue:

Pode conduzir ao desenvolvimento de diabetes, que surge quando o pâncreas não é capaz de produzir a hormona insulina em quantidade suficiente e/ou quando a insulina não atua de forma eficaz. A hiperglicemia é um problema que ocorre quando a glucose se acumula no sangue, deteriorando gradualmente os vasos sanguíneos. A angina de peito, o enfarte agudo do miocárdio (ataque cardíaco) e a morte cardíaca súbita são patologias a que os diabéticos estão mais propícios.

Como prevenir a obesidade e diminuir o seu risco metabólico:

– Vigilância

Aconselhe-se com o seu médico acerca da periodicidade com que deve medir o perímetro abdominal, a tensão arterial, fazer a avaliação dos níveis de colesterol total e de glicemia em jejum e calcular o IMC (Índice de Massa Corporal). Consoante a sua história clínica, antecedentes familiares e fatores de risco, o médico pode recomendar a realização periódica de exames específicos.

– Alimentação

Segundo a Fundação Portuguesa de Cardiologia, fazer uma alimentação equilibrada, diversificada e fracionada ajuda a controlar o peso, é útil para diminuir o risco de doenças cardiovasculares e ajuda a reduzir os valores de tensão arterial. Fracionar as refeições, não estando em jejum mais de 3 horas, ajuda a manter estáveis os níveis de açúcar no sangue – ajudando a prevenir o desenvolvimento de diabetes. A alimentação diária deve ser rica em fruta e vegetais (no mínimo, 5 porções) e pobre em gorduras (o azeite deverá ser a gordura de eleição para temperar e cozinhar) e sal (substitua-o por ervas aromáticas e/ou limão na confeção das refeições). Procure ingerir peixes gordos (salmão, atum, sardinha, entre outros) 3 vezes por semana. Não consuma bebidas alcoólicas em excesso.

– Exercício físico

Fazer exercício físico durante 30 a 60 minutos todos os dias ajuda a manter o peso adequado ou a perder peso, diminui os níveis de colesterol, reduz o risco de hipertensão e de doenças cardiovasculares.

A gordura abdominal, além de inestética, é um indicador do risco de desenvolvimento de doenças associadas à obesidade e, por isso, é tão importante controlá-la. A prevenção da obesidade e das consequências desta passa pela vigilância da sua saúde, assegurando a manutenção de um peso adequado através de uma alimentação equilibrada e diversificada e da prática regular de exercício físico.

O AXIS WELLNESS disponibiliza consultas do exercício, para que seja efetuado o melhor enquadramento do exercício físico na prevenção e controlo da obesidade abdominal e outras doenças metabólicas. Informe-se junto do seu Personal Trainer, clique aqui ou contacte-nos através do 258 847 555 (Viana do Castelo) ou 258 938 554 (Ponte de Lima)

Créditos da foto: designed by Kamranaydinov – Freepik.com

Os 7 medicamentos que deve evitar ao fazer exercício físico!

O exercício físico é um dos hábitos mais importantes para nos tornarmos saudáveis! Contudo, muitas vezes, quando é iniciada a prática do mesmo, já existem algumas doenças associadas. A medicação é assim muitas vezes necessária. Mas isto não serve de desculpa para não fazer nada! Apenas é necessário evitar o exercício físico no intervalo de ação de alguns medicamentos.

Fundamentalmente, se der uma vista de olhos nos efeitos colaterais da sua medicação pode entender se o medicamento é problemático para o seu treino. Alguns dos efeitos secundários são desidratação, sonolência, aumento da pressão sanguínea, aumento do ritmo cardíaco, etc..

Mas atenção! Nem só os medicamentos têm estes efeitos. Muitos suplementos alimentares também podem ser prejudiciais e, contudo, por não apresentarem bulas ou informação detalhada acabam por ser mais perigosos…

Embora esta lista não cubra todos os fármacos que podem afetar negativamente a sua sessão de treino, apresenta os mais comuns.

Caso tome algum destes medicamentos, veja como se exercitar com segurança !

1. Medicamentos para dormir

Este tipo de medicação é das mais comuns para ajudar nos distúrbios do sono, como a insónia.
No entanto, a sonolência pode prolongar-se até ao dia seguinte, resultando muitas vezes numa dificuldade em efectuar o exercício.
A medicação para dormir pode ser algo imprescindível! De facto há muitas pessoas com dificuldade em iniciar ou prolongar o sono. Neste caso, simplesmente agende seu treino para mais tarde, quando os efeitos colaterais se dissiparem.

2. Medicamentos para alergias

A maior parte das histaminas de primeira geração, como a difenidramina e a hidroxizina, atravessam a barreira hematoencefálica e causam impacto na memória, coordenação e causam sonolência.
Pode até experimentar diferentes marcas de modo a encontrar uma que o(a) faça sentir mais confortável durante os treinos.
Contudo, todas têm reputação de aumentar a temperatura do corpo, o que aumenta o risco de superaquecimento e transpiração excessiva podendo levar a uma desidratação aguda. 

3. Descongestionantes

Muitas vezes quando se está constipado ou com sinusite, obtém-se alívio através de um descongestionante como o cloridrato de pseudoefedrina que se encontra no Sinutab e até no Actifed.

No entanto, esta substância ativa pode aumentar sua frequência cardíaca e pressão arterial!

Dito isto, se tem pressão alta ou problemas cardíacos, os descongestionantes podem aumentar o risco de um evento cardíaco se fizer um treino vigoroso!
Em suma, é melhor adiar o exercício até que se sinta melhor e não precise mais deste tipo de remédios.

4. Laxantes

Certos laxantes funcionam causando contração dos músculos do intestino, o que pode levar a dor e cólicas. Deste modo, quando se exercita, flui menos sangue para o seu intestino, uma vez que está a ser bombeando sobretudo para os músculos, podendo aumentar o risco de cãibras.

5. Antidepressivos (ISRS)

Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) são usados para ajudar a controlar os sintomas de depressão e ansiedade. Exemplos destes são sertralina, fluoxetina, citalopram entre outros.
Pode sentir sonolência, o que poderia afetar os seus níveis de energia quando se trata fazer um grande treino! Além disso é possível ter a boca seca e suar excessivamente. Dito isto, tenha sempre água por perto e fique atento ao modo como se sente durante o treino.
Contudo isto não deve ser nunca desculpa para não se exercitar. Antes pelo contrário, o exercício ajuda no bem-estar mental.
Idealmente, exercitar-se bem cedo antes de tomar a medicação pode minimizar a sobreposição de efeitos colaterais.

6. Benzodiazepinas

Medicamentos como o Xanax são usados para tratar distúrbios de ansiedade e pânico . O Xanax auxilia no efeito calmante e na redução da atividade de estimulação cerebral.
Sendo um supressor, os possíveis efeitos colaterais das benzodiazepinas incluem:

• Fadiga
• Sonolência (sonolência)
• Relaxamento muscular
• Défice de energia

Treine com segurança se estiver a tomar benzodiazepinas! Uma vez que os efeitos colaterais podem diminuir o seu esforço e vigor para o exercício, é recomendável fazer exercício antes de tomar este medicamento.

7. Estimulantes

O metilfenidato é um fármaco psicoestimulante aprovado para o tratamento do TDAH ou Déficit de Atenção e Hiperatividade, síndrome de taquicardia postural ortostática e narcolepsia. Psicotrópicos da classe das anfetaminas estão associados a efeitos colaterais tais como:

• Aumento da frequência cardíaca
• Pressão arterial elevada
• Ansiedade
• Agitação
• Tremores
• Hipertermia (sobreaquecimento extremo)
• Maior risco de ataque cardíaco (por norma, apenas se alguém tem problemas cardíacos subjacentes, ou se existir uso excessivo da droga)

Exercite-se com muita segurança se estiver a tomar este tipo de estimulantes! Converse com seu médico para determinar se a dose está a funcionar ou se é necessário diminuí-la.

Recomendações genéricas:

  • Efetivamente, deve exercitar-se primeiro e tomar os seus medicamentos depois, caso seja apreciador de exercício matinal!
  • Se, pelo contrário, não gosta de exercício matinal, o melhor é esperar até que os efeitos do medicamento desapareçam (depois de quatro a seis horas).
  • Coma alguma coisa antes do treino. Isto porque, a comida pode retardar a absorção dos medicamentos; diminua a intensidade do seu treino, ou pare o mesmo sempre que se sentir superaquecido!

 

Em suma, se tiver alguma dúvida relativa ao que lhe foi prescrito, pergunte ao seu médico ou farmacêutico se tem de ter alguma atenção especial quando toma o seu medicamento! Informe sempre o seu Personal Trainer sempre que estiver a tomar algum destes medicamentos; ele saberá adequar o plano de treino e o respetivo horário em conformidade.

O AXIS WELLNESS disponibiliza serviços de exercício clínico que podem ajudá-lo(a) no enquadramento mais correto para o seu treino em potenciais patologias associadas de que padeça. Para mais informações clique aqui, dirija-se à recepção do seu clube ou contacte-nos através do nº 258 847 555 (Viana do Castelo) ou Nº 258 938 554 (Ponte de Lima).

Fonte: https://www.healthline.com/health/medications-workouts-do-not-mix#4

Importância do exercício físico para o bom desempenho escolar

A prática do desporto é um requisito fundamental para que o seu filho tenha uma vida mais activa. De acordo com recomendações do Programa Nacional para a Promoção da Actividade Física da Direcção-Geral de Saúde, crianças e adolescentes devem praticar “diariamente, pelo menos, 60 minutos de actividade física de intensidade moderada a vigorosa”.

No entanto, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 80% da população não pratica actividade física suficiente para cumprir estes requisitos. Entre crianças com 10 e 11 anos, 64% são fisicamente pouco activas e a percentagem sobe até aos 95% em jovens adolescentes.

É aqui que entra o “Daily Mile”, um programa criado em 2012 pela Universidade de Stirling, na Escócia, e que já é aplicado em mais de 3.500 escolas e para além de 30 países cujos resultados foram analisados. As tarefas incluíam exercícios aeróbicos diários de 15 minutos em ritmo controlado e as conclusões foram reveladoras: os alunos visados demonstraram maiores índices de atenção, memória verbal e bem-estar que outros não incluídos no programa.

E estes benefícios não são visíveis apenas no imediato: um estudo da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos da América, seguiu de perto 747 indivíduos durante mais de 25 anos, entre 1985 e 2010. No fim do estudo, os participantes responderam a uma série de testes cognitivos e aqueles que estavam em melhor forma física 25 anos antes, conseguiram 10% melhor pontuação que os restantes.

E o exercício regular durante a infância e adolescência está também associado com a saúde física a longo-termo. Isto acontece devido à densidade óssea, que poderá prevenir problemas ortopédicos em idade avançada. Pelo menos é o que avança um estudo da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

Os nossos hábitos mais duradouros são criados e estabelecidos a partir da infância e perpetuados até à idade adulta. Por isso, é necessário tornar o exercício numa prática constante e os pais devem ser os exemplos a seguir. A ciência comprova-o.

O AXIS WELLNESS incentiva a prática de desporto em família: a escola de natação está disponível para crianças a partir dos 3 meses e temos condições de adesão especiais para casais que esteja inscritos, e pretendam inscrever os seus filhos até aos 13 anos. Para mais informações clique aqui ou contacte-nos através do 258 847 555 (Viana do Castelo) ou 258 938 554 (Ponte de Lima).

Fonte: https://www.sabado.pt/ciencia—saude/detalhe/comprovada-importancia-do-exercicio-fisico-para-o-bom-desempenho-escolar

Hipertensão e exercício físico: tudo o que sempre quis saber

1. Estima-se que a nível europeu, 30-45% da população tem HTA e Portugal não é exceção a estes números

2. Mais de 70% da população acima dos 65 anos têm hipertensão e entre os 25 e os 34 anos cerca de 6% são hipertensos.

3. Cerca de 57% da população europeia não efetua atividade física vigorosa com regularidade. Aliás, apenas 11% dos portugueses considera que a Atividade Física seja um fator que influencie de forma importante a saúde.

4. A hipertensão arterial é a principal patologia cardiovascular nos países desenvolvidos. É um dos principais fatores de risco para a doença arterial coronária, acidente vascular cerebral, doença renal crónica e insuficiência cardíaca.

5. Segundo a Organização Mundial de Saúde ocorrerá um aumento de 30% no número de pessoas com hipertensão arterial até 2025, atingindo assim 1,5 biliões de hipertensos no mundo.

6. Os doentes com Hipertensão Arterial têm um maior risco de morte ou desenvolvimento de determinadas patologias, como a insuficiência cardíaca, acidentes vasculares cerebrais (AVC), enfarte do miocárdio, insuficiência renal, perda gradual da visão, esclerose das artérias, ente outras.

7. A adoção de um estilo de vida saudável pode prevenir o aparecimento da Hipertensão Arterial

8. Considera-se que uma pessoa é hipertensa, quando apresenta, em pelo menos duas ocasiões diferentes, um dos valores de PA (sistólica ou diastólica) ou ambos, iguais ou superiores a 140/90mmHg

9. A Hipertensão Arterial pode manifestar-se através de sintomas como cefaleias, tonturas, mal-estar difuso, visão desfocada, dor no peito ou sensação de falta de ar.

10. O exercício físico é uma atividade física planeada, estruturada e repetitiva, que tem como objetivo aumentar ou manter a saúde e a aptidão física, podendo propiciar benefícios diretos na Hipertensão Arterial

11. O efeito protetor do exercício físico vai além da redução da pressão arterial, estando associado à redução dos fatores de risco cardiovasculares e à menor morbilidade/ mortalidade, quando comparadas pessoas ativas com indivíduos de menor aptidão física, o que explica a recomendação deste na prevenção primária e no tratamento da hipertensão.

12. A promoção de atividade física adequada para hipertensos apresenta implicações clínicas importantes, uma vez que o exercício físico regular pode reduzir ou mesmo abolir a necessidade do uso de medicamentos anti-hipertensivos, evitando, assim, os efeitos adversos do tratamento farmacológico e reduzindo o custo do tratamento para o paciente.

13. O exercício físico é uma das principais terapêuticas utilizadas para o sujeito hipertenso, pois reduz a pressão arterial (PA) e os fatores de risco cardiovasculares, diminuindo a morbilidade/ mortalidade.

14. Nas últimas décadas, o exercício físico tem sido incorporado como uma das principais terapêuticas do paciente hipertenso.

15. O exercício físico regular possui a capacidade de diminuir a pressão arterial em aproximadamente 75% dos indivíduos hipertensos.

16. Programas de treino baseado em exercício físico aeróbio associado a exercício físico de resistência (circuito com pesos) são os que melhor resultam na redução significativa na pressão arterial Média e frequência cardíaca de repouso, em comparação com programas de exercício de forma isolado.

17. A redução nos níveis de repouso da pressão arterial provocada pelo exercício físico é especialmente importante no tratamento da hipertensão arterial, já que é possível para o paciente hipertenso diminuir a dosagem dos seus medicamentos anti-hipertensivos ou mesmo ter a sua pressão arterial controlada sem a adoção de medidas farmacológicas.

18. O exercício físico provoca uma redução que varia de 4 a 11 mmHg na pressão arterial sistólica e de 3 a 8 mmHg na pressão arterial diastólica.

19. A eficácia do exercício físico no tratamento não-farmacológico da pressão arterial não deixa dúvidas 75% dos pacientes hipertensos são responsivos ao exercício físico.

20. A terapia pelo exercício é, atualmente, presença transversal nas principais recomendações clínicas para a abordagem da Doenças Cardiovasculares, em especial atenção na Hipertensão Arterial.

21. A redução aguda da pressão arterial que ocorre nas horas seguintes à prática física verifica-se por intermédio do chamado efeito de hipotensão pós-exercício. A baixa da pressão arterial pode durar até cerca de 22 horas após o exercício. Esta descida da PA possui elevada significado clínico, principalmente em hipertensos, pois pode atuar como hipotensor não farmacológico.

22. A frequência de 3 a 5 dias de treino por semana é eficaz na redução da pressão arterial.

O AXIS WELLNESS tem programas de exercício clínico especialmente desenhados para esta patologia, e conta com personal trainers devidamente habilitados para prescrição de exercício compatível com as necessidades dos nossos cliente hipertensos. Para mais informações sobre esta e outras patologias, em que o exercício físico atua como coadjuvante terapêutico, assim como para saber o plano de treino mais adequado para si clique aqui ou contacte-nos através do 258 847 555 (Viana do Castelo) ou 258 938 554 (Ponte de Lima)

Artigo redigido por:

Professor Marco Santos -Personal Trainer/ Fisioterapeuta/ Osteopata/ Responsável pela área de exercício clínico do AXIS WELLNESS

Exercício físico no doente cardíaco: quais as opções?

Tal como qualquer outro músculo, o seu coração também precisa de atividade física para se manter saudável. Sofrer de um problema cardíaco não é necessariamente uma contra-indicação para a prática de exercício. No entanto, caso possua algum tipo de patologia, talvez seja necessário seguir o conselho do seu médico ou outro profissional de saúde para poder beneficiar do exercício físico de uma forma segura. Isto é especialmente importante se não estiver habituado a praticar qualquer tipo de exercício.

Segundo a American College of Sports Medicine, os doentes cardiovasculares que praticam exercício físico regularmente referem, muitas vezes, sentirem mais autoconfiança e bem-estar e, em contrapartida, menos ansiedade, depressão, stress e isolamento social. Hoje em dia, doentes com patologias cardíacas variadas, como insuficiência cardíaca, arritmias, doença das artérias coronárias (enfarte agudo do miocárdio, angioplastia coronária) ou submetidos a bypass cardíaco, já não estão inibidos de o praticar, sendo que a decisão de iniciar, retomar ou manter essa atividade deve ser feita em conjunto com o médico assistente. Será ele, caso seja necessário, a recomendar a realização de exames como o eletrocardiograma, a prova de esforço e exame de holter. Estes resultados irão ajudar o médico e o preparador físico a prescrever o treino, com a frequência e intensidade dos exercícios praticados de uma forma mais segura, usando como base de controlo da frequência cardíaca, o cardiofrequencímetro.

Atividades mais seguras:

Poderá ser aconselhado a evitar atividades árduas, como por exemplo levantar e empurrar objetos pesados e também desportos competitivos e vigorosos (como por exemplo, o squash ou o ténis).

A natação é uma boa opção para muitas pessoas com problemas cardíacos, mas para algumas pessoas poderá aumentar a pressão sobre o seu coração. Se pretende nadar, é muito importante que verifique primeiro com seu médico.

Mudanças da medicação:

Alguns medicamentos podem ter um forte impacto no funcionamento do corpo durante o treino. O seu médico pode informá-lo se precisar de mudar o seu plano de exercícios.
Se o seu médico lhe receitar um medicamento novo, questione se isso afeta a atividade física que gostaria de fazer. Esta advertência é especialmente importante se estiver medicado com betabloqueadores que diminuem o ritmo cardíaco.

Dicas gerais de treino para pessoas com problemas cardíacos:

• Se o seu programa de treino foi interrompido por mais de alguns dias (por exemplo, devido a doença, férias ou mau tempo), certifique-se que regressa à rotina. Comece com um nível reduzido de atividade e aumente gradualmente até conseguir chegar ao nível em que estava antes da interrupção.

Não faça exercícios ao ar livre quando estiver muito frio, muito quente ou muita humidade sem consultar primeiro o seu médico. A humidade elevada poderá fazer com que se canse mais rapidamente. As temperaturas extremas podem interferir com a circulação, dificultar a respiração e causar dor no peito.

Mantenha-se hidratado. Especialmente nos dias quentes, é importante beber água mesmo antes de sentir sede. À medida que se exercita, é normal sentir falta de fôlego, suar e ter batimentos cardíacos mais rápidos do que habitualmente.

Os sintomas não são normais quando:

Ficar extremamente sem fôlego, fraco ou tonto durante o treino. Neste caso, diminua o seu ritmo ou descanse. Enquanto descansa, mantenha os pés erguidos. Se os seus sintomas continuarem, ligue para o seu médico.

Se tiver um batimento cardíaco rápido ou irregular, descanse e tente relaxar. Verifique o pulso após 15 minutos. Se ainda for superior a 120-150 batimentos por minuto, ligue para o seu médico.

Se tiver algum tipo de dor, não continue esse exercício. Fale com o seu médico.

Se tiver dor ou pressão no seu peito, braço, pescoço, mandíbula ou ombro, procure apoio médico imediato.

O AXIS WELLNESS disponibiliza serviços de Exercício Clínico como coadjuvante terapêutico a pessoas portadoras de patologia cardiovascular. Possuimos uma equipa multidisciplinar, com médico especializado em medicina desportiva, fisioterapeutas, nutricionista, e fisiologistas do exercício. Trabalhamos em articulação com o tratamento prescrito pelo médico que acompanha o paciente. Saibam mais sobre a área de exercício clínico do AXIS WELLNESS clicando aqui ou através dos nºs 258 847 555 (Viana do Castelo) ou 258 938 554 (Ponte de Lima).

Créditos da foto: designed by Pressfoto – Freepik.com

Programa de exercício no cancro da próstata: melhorias físicas e mentais

Um programa de exercício físico estruturado pode aliviar ou mesmo neutralizar muitos dos efeitos adversos relacionados com o tratamento do cancro da próstata.

O diagnóstico e o tratamento do cancro da próstata está associado a sequelas físicas e psicológicas, comprometendo a qualidade de vida dos indivíduos afetados. Independentemente do tratamento, muitos homens experimentam efeitos colaterais que podem ser muito debilitantes: disfunção sexual, incontinência urinária, aumento da adiposidade, feminização do corpo e sofrimento psicológico, interferindo com a masculinidade. A estes, adicionam-se a fadiga e a dor.

Com este quadro, torna-se altamente necessário reduzir o impacto negativo do tratamento hormonal a que a maioria dos homens estão sujeitos. A resposta mais significativa e estudada é o exercício físico, como um meio eficaz para aliviar esses efeitos negativos e melhorar a qualidade de vida.

Um estudo publicado na revista académica Oncology Nursing Forum revelou que os programas de exercício físico, supervisionados e em grupo melhoraram a saúde física e mental dos indivíduos afetados com cancro da próstata. Ao mesmo tempo proporcionam apoio emocional e social. O estudo fornece uma descrição detalhada da investigação que incluiu 12 homens com cancro da próstata e que participaram no programa de exercícios estruturados, em grupo e supervisionado por um fisiologista do exercício.
A participação no programa proporcionou benefícios consideráveis no grupo avaliado, sugerindo que este tipo de programas devem estar disponíveis para serem incorporados nos cuidados de suporte prestados aos doentes com cancro da próstata.

Um programa de exercício físico estruturado e conduzido por um fisiologista qualificado para homens com cancro da próstata conseguirá atingir os níveis de exercício recomendados semanalmente – pelo menos 150 minutos de exercícios aeróbicos e duas ou três sessões de exercícios de resistência.

O AXIS WELLNESS disponibiliza serviços de Exercício Clínico como coadjuvante terapêutico a pessoas portadoras de patologia oncológica. Possuimos uma equipa multidisciplinar, com médico especializado em medicina desportiva, fisioterapeutas, nutricionista, e fisiologistas do exercício. Trabalhamos em articulação com o tratamento prescrito pelo médico que acompanha o paciente. Saibam mais sobre a área de exercício clínico do AXIS WELLNESS  clicando aqui ou através dos nºs 258 847 555 (Viana do Castelo) ou 258 938 554 (Ponte de Lima).

Fonte: http://stopcancerportugal.com

Referências: Cormie, P., Turner, B., Kaczmarek, E., Drake, D., & Chambers, S. K. (2015, January). A qualitative exploration of the experience of men with prostate cancer involved in supervised exercise programs. In Oncol Nurs Forum (Vol. 42, No. 1, pp. 24-32).;Langelier, D. M., Cormie, P., Bridel, W., Grant, C., Albinati, N., Shank, J., … & Culos-Reed, S. N. (2018). Perceptions of masculinity and body image in men with prostate cancer: the role of exercise. Supportive Care in Cancer, 1-10.;

Benefícios do exercício físico na prevenção e controlo da diabetes

A diabetes é uma doença metabólica que se caracteriza por um aumento anormal dos níveis de glicose no sangue, devido a problemas na produção ou ação da insulina, uma hormona produzida pelo pâncreas e que tem como principal função regular os níveis de açúcar no organismo.

É comum pensar que pessoas com diabetes não devem praticar exercício físico devido ao risco de surgir uma hipoglicemia durante a atividade. Porém, praticado com orientação profissional e acompanhamento médico (monitorização de níveis de insulina e glicose), o exercício físico é bastante benéfico para quem tem diabetes.

A prática regular de exercício físico em diabéticos:

  1. Diminui os níveis de glicose no sangue;
  2. Estimula a produção de insulina;
  3. Aumenta a sensibilidade celular à insulina;
  4. Aumenta a capacidade de captação de glicose pelos músculos;
  5. Diminui a gordura corporal, relacionada à diabetes tipo 2.

 

A quantidade ideal de exercícios varia e deve respeitar as condições físicas e a presença de complicações decorrentes da doença, através de uma avaliação médica.

De um modo geral, o exercício deve contemplar várias capacidades físicas e deve ser realizado sempre com supervisão de um técnico, devendo cumprir as seguintes orientações:

  1. Exercícios aeróbios (corrida, natação e ciclismo) – a recomendação médica é realizar o total de 150 minutos/semana, com intensidade moderada.
  2. Treino de musculação – Duas a três vezes por semana, de 30 minutos cada, dando mais importância aos grandes grupos musculares.

 

Para evitar a hipoglicémia, antes do exercício físico deve fazer uma refeição ligeira. É importante que não pratique exercício em jejum. Pode também realizar um teste de glicémia antes de iniciar o exercício e depois do exercício deve fazer outra refeição ligeira.

Antes de iniciar qualquer programa de atividade física deve ser realizada uma avaliação, fundamental para detetar complicações decorrentes da diabetes e estabelecer alguns limites, de forma a não colocar em risco a integridade física do praticante.

O AXIS WELLNESS disponibiliza consultas do exercício, para que seja efetuado o melhor enquadramento do exercício físico na prevenção e controlo da diabetes – por exemplo a doentes que apresentem pé diabético recomenda-se a realização de exercícios que não massacrem o pé, a utilização de calçado largo e almofadado e a utilização de meias sem rugas ou costuras.  É igualmente importante para a prescrição do treino mais adequado, definir o tipo de diabetes: tipo 1 (insulinodependentes) ou tipo 2 ( a mais comum e originada por hábitos de vida ou alimentação errados).

Para mais informações sobre prescrição de exercício físico para diabéticos clique aqui ou contacte-nos através do 258 847 555 (Viana do Castelo) ou 258 938 554 (Ponte de Lima).