AVC: prevenir hoje para proteger o amanhã

Assinalado a 31 de março, o Dia Nacional do Doente com AVC é mais do que uma data simbólica. É um alerta para uma realidade que continua a marcar profundamente a saúde pública em Portugal. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) permanece uma das principais causas de morte e incapacidade no país e, de acordo com dados recentes, continua a ser mesmo a principal causa de mortalidade em Portugal, responsável por milhares de óbitos todos os anos.

Só em 2024, as doenças cerebrovasculares estiveram associadas a cerca de 9.007 mortes, representando aproximadamente 7,6% da mortalidade total, o que evidencia o enorme impacto desta condição na população portuguesa.

Ao longo das últimas décadas, a ciência tem vindo a confirmar aquilo que, de certa forma, já se intuía: um estilo de vida equilibrado é uma das ferramentas mais poderosas na prevenção desta doença, ainda que não seja uma garantia absoluta.


O que está na origem do AVC, e o que podemos controlar

O AVC ocorre quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é interrompido, seja por obstrução ou hemorragia, levando à lesão das células cerebrais.

Importa também distinguir o AVC do AIT (Acidente Isquémico Transitório): enquanto o AVC provoca lesão cerebral permanente, o AIT é uma interrupção temporária do fluxo sanguíneo, com sintomas que desaparecem em minutos ou horas, mas que funciona como um forte sinal de alerta para um possível AVC futuro.

Entre os principais fatores de risco encontram-se:

  • Hipertensão arterial
  • Diabetes
  • Colesterol elevado
  • Tabagismo
  • Obesidade e sedentarismo

 

A boa notícia é que a maioria destes fatores é modificável, o que coloca a prevenção diretamente nas mãos de cada pessoa, e no acompanhamento adequado por profissionais.

Contudo, importa sublinhar um ponto essencial: existem fatores de risco que não podem ser alterados, como a idade, a predisposição genética ou determinadas condições médicas. Mesmo em pessoas com estilos de vida exemplares, o risco nunca é totalmente eliminado.

Este facto não diminui a importância da prevenção, pelo contrário, reforça a necessidade de atuar sobre tudo aquilo que está ao nosso alcance.


Movimento: um dos “medicamentos” mais eficazes

A evidência científica recente é clara: a atividade física regular reduz significativamente o risco de AVC.

Estudos mostram que:

  • Apenas 25 minutos diários de atividade física moderada a intensa podem reduzir o risco em cerca de 43%
  • Cumprir recomendações mínimas (150 minutos por semana) está associado a uma redução de cerca de 35% no risco de AVC
  • O sedentarismo prolongado tem o efeito oposto, aumentando o risco de forma significativa

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Mais do que intensidade extrema, o segredo está na consistência. Caminhar, nadar ou pedalar, práticas simples e tradicionais, continuam a ser altamente eficazes.


Alimentação: o padrão mediterrânico como referência

A alimentação desempenha um papel determinante na saúde vascular. A chamada dieta mediterrânica, baseada em produtos naturais e pouco processados, continua a destacar-se.

Investigações recentes indicam que:

  • A adesão a este padrão alimentar pode reduzir o risco de AVC em até 25%
  • Este tipo de alimentação contribui para melhorar fatores críticos como tensão arterial, colesterol e glicemia

 

Na prática, isso traduz-se em:

  • Maior consumo de legumes, fruta, peixe e azeite
  • Redução de gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados
  • Valorização da alimentação tradicional, simples e equilibrada

 


Pequenas mudanças, grandes resultados

Uma das conclusões mais interessantes da investigação recente é que não são necessárias mudanças radicais para obter benefícios reais.

Pequenas ações, como:

  • Dormir melhor
  • Caminhar mais diariamente
  • Aumentar o consumo de vegetais

 

podem reduzir o risco de eventos cardiovasculares de forma mensurável.

Este é um ponto essencial: a prevenção constrói-se no dia a dia, com hábitos sustentáveis, e não com soluções temporárias.


Um estilo de vida saudável: mais do que dieta e exercício

Para além da alimentação e do movimento, há outros pilares fundamentais:

  • Controlo regular da tensão arterial e colesterol
  • Gestão do stress
  • Qualidade do sono
  • Evitar tabaco e moderar álcool

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A ciência moderna reforça aquilo que sempre fez parte de uma abordagem mais tradicional à saúde: equilíbrio, rotina e consistência.

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O papel do AXIS WELLNESS na prevenção do AVC

Num contexto em que a prevenção é decisiva, o acompanhamento especializado faz toda a diferença. É precisamente aqui que o AXIS WELLNESS assume um papel relevante.

Através de uma abordagem integrada, o AXIS WELLNESS disponibiliza:

  • Programas de exercício físico personalizados e supervisionados
  • Acompanhamento por profissionais qualificados
  • Avaliação contínua de indicadores de saúde
  • Promoção de hábitos sustentáveis e adaptados a cada pessoa

Mais do que um espaço de treino, trata-se de um ambiente orientado para a promoção da saúde a longo prazo, onde cada pessoa é acompanhada de forma individualizada.


Conclusão

No Dia Nacional do Doente com AVC, importa reforçar uma mensagem clara e equilibrada: nem todos os casos podem ser evitados, mas muitos podem ser prevenidos.

Num país onde o AVC continua a ter um peso tão significativo na mortalidade, investir em hábitos saudáveis não é apenas uma opção, é uma necessidade.

Recuperar práticas equilibradas, respeitar o corpo e investir na saúde de forma consistente são decisões que fazem hoje a diferença no futuro. E com o apoio certo, como o proporcionado pelo AXIS WELLNESS, esse caminho torna-se mais claro, mais seguro e, sobretudo, mais eficaz.

Para mais informações sobre esta e outras patologias, em que o exercício físico atua como coadjuvante preventivo e/ou terapêutico, assim como para saber o plano de treino mais adequado para si clique aqui ou contacte-nos através do 258 847 555 (Viana do Castelo) 

O papel do magnésio no treino e na energia diária

Treinar mais não é sempre treinar melhor.

Num ambiente como o AXIS WELLNESS, onde o foco está num estilo de vida saudável,  recuperação e bem-estar, há um fator muitas vezes negligenciado, mas absolutamente decisivo: o magnésio.

Este mineral pode ser a diferença entre evoluir de forma consistente, ou estagnar com fadiga, cãibras e recuperação lenta.


Porque é que o magnésio é crucial para quem treina?

O magnésio está envolvido em mais de 300 reações bioquímicas, muitas delas diretamente ligadas ao exercício físico.

Quando treina, o seu corpo:

  • Consome mais energia
  • Perde minerais através do suor
  • Exige maior eficiência muscular e neurológica

Se os níveis de magnésio não acompanham esse esforço, o desempenho sofre.


Os principais benefícios do magnésio para o treino

1. Melhor desempenho muscular

Regula a contração e o relaxamento muscular, melhorando eficiência e reduzindo risco de lesão.

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2. Redução de cãibras e fadiga

Ajuda a prevenir espasmos musculares e fadiga precoce, especialmente em treinos intensos.


3. Aumento da produção de energia (ATP)

O ATP (adenosina trifosfato) é a principal molécula de energia das células. Permite contrair músculos, gerar força e sustentar o esforço físico.

O magnésio é essencial para a sua produção e utilização:

  • mais energia
  • melhor resistência
  • menor quebra de rendimento

4. Recuperação muscular mais rápida

Reduz inflamação e apoia a regeneração muscular após o treino.


5. Sono e regeneração

O magnésio atua sobre o GABA (ácido gama-aminobutírico), um neurotransmissor que:

  • reduz a atividade do sistema nervoso
  • promove relaxamento
  • melhora a qualidade do sono

6. Controlo do stress físico e mental

Ajuda a regular o cortisol, promovendo maior foco e equilíbrio.


Consumimos magnésio suficiente na alimentação?

Na maioria dos casos, não.

A ingestão abaixo do recomendado é comum devido a:

  • consumo elevado de alimentos processados
  • menor teor mineral dos solos agrícolas
  • dietas pouco variadas

Alimentação rica em magnésio (base fundamental)

Antes de pensar em suplementação, é essencial garantir uma base alimentar sólida. O magnésio deve ser obtido, sempre que possível, através da alimentação.

Fontes principais:

  • Sementes de abóbora (~550 mg/100g)
  • Amêndoas (~270 mg/100g)
  • Chocolate negro ≥85% (~230 mg/100g)
  • Espinafres (~160 mg/100g)
  • Abacate (~60 mg/100g)
  • Salmão (~30 mg/100g)

👉 A alimentação continua a ser a base, mas pode não ser suficiente em contextos de treino mais regular ou intenso.


Quanto magnésio precisa por dia?

  • Homens adultos: 400–420 mg/dia
  • Mulheres adultas: 310–320 mg/dia

Estes valores representam a ingestão total diária (alimentação + suplementação).


E quem treina regularmente?

Com o exercício físico:

  • aumenta a perda pelo suor
  • aumenta o consumo energético
  • aumenta a necessidade de recuperação

👉 As necessidades, nestas circunstâncias,  podem ser ligeiramente superiores, mas devem ser sempre atingidas pela soma entre alimentação e suplementação.


A idade influencia a necessidade de  magnésio?

Sim.

Com o envelhecimento:

  • diminui a absorção intestinal
  • aumenta a excreção renal
  • há maior uso de medicamentos que interferem com o magnésio

👉 Resultado: maior risco de défice e necessidade de maior atenção nutricional.


Quando e como suplementar?

A suplementação deve ser vista como um complemento à alimentação, não como um aumento adicional do total diário recomendado.

Quando faz sentido suplementar:

  • ingestão alimentar insuficiente
  • treino regular ou intenso
  • sinais de possível défice
  • idade mais avançada
  • avaliação clínica que o justifique

 

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Dose de suplementação (segura e prática)

  • 100–300 mg/dia → dose habitual para complementar alimentação
  • até ~350 mg/dia → em contextos de maior exigência física ou défice leve

👉 Importante:

A soma total (alimentação + suplemento) deve manter-se geralmente dentro de:

  • 310–420 mg/dia em adultos
  • podendo ser ajustada em atletas sob orientação profissional

Formas mais utilizadas:

  • Glicinato → recuperação e sono
  • Malato → energia e performance
  • Citrato → digestão e suporte geral

Quando recorrer a uma avaliação médica?

Procure avaliação médica se houver:

  • cãibras persistentes
  • fadiga inexplicável
  • alterações do sono prolongadas
  • irritabilidade ou ansiedade sem causa clara
  • quebra de rendimento contínua

O médico pode avaliar através de:

  • análises laboratoriais
  • histórico clínico e desportivo
  • ajuste individual da suplementação

Sinais de alerta no treino

  • recuperação lenta
  • cãibras frequentes
  • fadiga persistente
  • baixa qualidade de sono

O detalhe que faz a diferença

O magnésio não é um detalhe, é um dos pilares silenciosos da performance, recuperação e saúde metabólica.

Se o seu objetivo é evoluir com consistência e inteligência, garantir níveis adequados deste mineral é uma das estratégias mais simples,  e mais eficazes.

Se quiser saber mais sobre como fazer escolhas mais saudáveis na sua alimentação diária, ou simplesmente gostaria de esclarecer as suas dúvidas sobre alimentação e suplementação,  lembramos que o serviço de nutrição , assim como a possibilidade de consultas de medicina desportiva, geral e familiar com o Dr. Benjamim Carvalho estão incluídas em qualquer modalidade de adesão ao nosso clube. Para mais informações clique aqui ou contacte-nos através do nº 258 847 555 (Viana do Castelo)


Referências científicas

  1. Volpe, S. L. (2013). Magnesium in disease prevention and overall health. Advances in Nutrition.
  2. Gröber, U. et al. (2015). Magnesium in Prevention and Therapy. Nutrients.
  3. Rosanoff, A. et al. (2012). Suboptimal magnesium status in populations. Nutrition Reviews.
  4. Nielsen, F. H., & Lukaski, H. C. (2006). Magnesium and exercise. Magnesium Research.
  5. DiNicolantonio, J. J. et al. (2018). Magnesium and cardiovascular health. Open Heart.
  6. Barbagallo, M., & Dominguez, L. J. (2010). Aging and magnesium metabolism. World Journal of Diabetes.

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Treinar sozinho ou em grupo: o que resulta melhor?

Quando se trata de começar (ou manter) uma rotina de treino, há uma dúvida comum:

👉 é melhor treinar sozinho ou em grupo?

A resposta não é tão simples quanto parece, até porque os resultados não dependem apenas do tipo de treino, mas sobretudo de um fator decisivo: a consistência.

E é aqui que entra um conceito-chave da ciência do exercício: a adesão ao exercício, amplamente estudada como um dos principais fatores para o sucesso a longo prazo (Dishman et al., 1985).


🧠 O que realmente determina os resultados?

Pode ter o melhor plano de treino do mundo, mas se não o conseguir manter ao longo do tempo, não vai funcionar.

A evidência científica é clara: a continuidade no treino é um dos maiores preditores de resultados sustentáveis (ACSM, 2021).

👉 Traduzindo: o melhor treino é aquele que consegue manter.

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🏋️ Treinar sozinho: liberdade e autonomia

Treinar de forma individual tem vantagens claras:

✔ Flexibilidade total
Treina quando quiser, ao seu ritmo.

✔ Foco pessoal
Sem distrações. Ideal para quem já sabe o que está a fazer.

✔ Independência
Não depende de horários ou grupos.

Mas há o reverso da medalha:

❌ Maior risco de desistência
A ausência de compromisso externo está associada a menor consistência (Dishman et al., 1985).

❌ Falta de orientação
Erros técnicos podem passar despercebidos, aumentando o risco de lesão.

❌ Menor motivação
A motivação pode oscilar sem estímulos externos.


👥 Treinar em grupo: motivação e energia coletiva

As aulas de grupo são uma das formas mais eficazes de manter consistência.

Porquê?

✔ Ambiente motivador
A energia do grupo aumenta o envolvimento e o esforço.

✔ Compromisso social
A presença de outros aumenta a probabilidade de comparecer e manter a rotina (Carron et al., 1996).

✔ Estrutura orientada
Não precisa de pensar, basta seguir.

Este efeito está ligado à motivação extrínseca, especialmente relevante nas fases iniciais (Ryan & Deci, 2000).

No AXIS WELLNESS, as aulas de grupo são pensadas para:

  • Diferentes níveis
  • Ambientes dinâmicos
  • Progressão segura

 

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⚖️ Então… qual é melhor?

A resposta mais honesta é: depende da pessoa.

  • Se valoriza autonomia e já tem experiência → treino individual pode funcionar
  • Se precisa de motivação e estrutura → treino em grupo é uma excelente opção

Mas há uma terceira via, que é muitas vezes a mais eficaz.


🎯 Treino personalizado: o melhor dos dois mundos

No AXIS WELLNESS, o treino personalizado surge como a solução mais completa.

Porquê?

✔ Plano totalmente adaptado
Objetivos, limitações e ritmo são tidos em conta.

✔ Acompanhamento constante
Nunca treina “às cegas”.

✔ Motivação individualizada
Nem pressão de grupo, nem isolamento. O equilíbrio perfeito.

✔ Compromisso real
Horário marcado, acompanhamento próximo e responsabilidade.

Além disso, permite trabalhar um fator essencial: a autoeficácia,  a confiança na própria capacidade, fortemente associada à persistência no exercício (Bandura, 1997).

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💬 Conclusão

Treinar sozinho ou em grupo não é a questão mais importante.

A verdadeira questão é:

👉 qual destas opções o vai fazer continuar?

Porque no final:

Se ainda não encontrou o seu método, talvez esteja apenas a usar a abordagem errada.


🏡 O papel do AXIS WELLNESS

Uma das grandes vantagens do AXIS WELLNESS é precisamente a diversidade de opções:

  • Treino individual para quem prefere autonomia
  • Aulas de grupo para quem procura energia e dinâmica
  • Treino personalizado para quem quer resultados mais rápidos, seguros e consistentes.

Aqui, não existe uma única forma de treinar; existe a forma certa para si. Acreditamos que poderá encontrar um conjunto diversificado de atividades, que vão desde a musculaçãoaulas de grupo, nataçãohidroginásticapilates, ou treino personalizado passando por um SPA onde poderá relaxar e descontrair depois de um dia exigente, até um serviço de nutrição (incluído em todas as modalidades de adesão), onde poderá obter o aconselhamento e acompanhamento necessários para mudar os seus hábitos alimentares


📚 Referências bibliográficas

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O exemplo que fica para sempre

Durante décadas, a saúde das crianças foi analisada sobretudo à luz da genética herdada e dos hábitos adquiridos após o nascimento. No entanto, a evidência científica mais recente revela uma dimensão adicional: o estilo de vida dos pais, em particular do pai, pode influenciar diretamente a saúde metabólica da descendência ainda antes da conceção.

Esta relação não é apenas comportamental. É fisiológica, mensurável e sustentada por investigação científica robusta.


🧬 Influência paterna antes da conceção

Estudos conduzidos por Kristin Stanford e Laurie Goodyear, na Ohio State University College of Medicine, demonstraram que o exercício físico paterno tem impacto direto no metabolismo da descendência.

Num modelo experimental controlado, verificou-se que:

  • A prática de exercício por parte dos progenitores masculinos melhorou o metabolismo da glicose nos filhos
  • Houve redução significativa da massa gorda corporal
  • O peso corporal dos descendentes foi inferior, mesmo em contexto sedentário

Importa destacar que o exercício foi capaz de mitigar os efeitos negativos de uma dieta rica em gordura no pai, reforçando o seu papel como fator protetor intergeracional.


🔬 Epigenética: o mecanismo biológico

A explicação para este fenómeno encontra-se no campo da Epigenética.

Ao contrário da genética clássica, que se baseia na sequência de ADN, a epigenética estuda alterações na expressão genética induzidas por fatores ambientais e comportamentais.

Evidência científica indica que:

  • O exercício físico melhora a integridade e funcionalidade do esperma
  • Modifica marcadores epigenéticos transmissíveis à descendência
  • Influencia positivamente a regulação metabólica futura

Este mecanismo está associado à redução do risco de desenvolvimento de doenças como Obesidade e Diabetes tipo 2 ao longo da vida.


👨‍👧 Influência comportamental e ambiental

Para além do impacto biológico, o papel dos pais mantém-se determinante no ambiente pós-natal.

A literatura científica demonstra que:

  • Crianças com pais fisicamente ativos apresentam maior probabilidade de adotar estilos de vida ativos
  • A exposição precoce ao movimento favorece a adesão ao exercício ao longo da vida
  • O comportamento parental influencia diretamente os níveis de sedentarismo infantil

Desta forma, o efeito do exercício parental é duplo: biológico e comportamental.


⚖️ Continuidade entre tradição e evidência científica

Historicamente, a atividade física estava integrada no quotidiano através de tarefas funcionais e rotinas naturais. A modernização trouxe ganhos significativos, mas também uma redução acentuada do movimento diário.

A ciência contemporânea não propõe uma rutura, mas sim uma recuperação consciente desses padrões, agora suportada por evidência científica que reforça a sua importância.


🏃‍♂️ Implicações práticas

A evidência disponível permite retirar conclusões claras e aplicáveis:

  • A prática regular de exercício moderado é suficiente para gerar benefícios relevantes
  • Períodos relativamente curtos de intervenção (semanas) já demonstram impacto
  • A consistência é o principal fator determinante

As recomendações internacionais, como as da World Health Organization, reforçam a importância da atividade física regular na prevenção de doenças metabólicas e na promoção da saúde global.


📊 Impacto intergeracional

O conceito central que emerge da literatura é claro:

A saúde metabólica da próxima geração começa antes do nascimento.

O estilo de vida dos pais influencia:

  • A programação metabólica da descendência
  • A predisposição para doenças crónicas
  • Os comportamentos relacionados com atividade física

 

Assim, a prática de exercício assume um papel que ultrapassa o indivíduo, posicionando-se como um determinante de saúde pública com impacto geracional.


🔚 Conclusão

A evidência científica atual redefine o papel da atividade física: de um hábito individual passa a um fator estruturante da saúde das gerações futuras.

Num contexto marcado pelo aumento do sedentarismo, a adoção de um estilo de vida ativo torna-se não apenas recomendável, mas essencial — com efeitos que se estendem muito além do presente.

Mais do que uma escolha pessoal, ser ativo é uma forma de liderança silenciosa. E é precisamente nesse caminho que o AXIS WELLNESS se posiciona: como catalisador de mudança, ajudando cada pai a transformar hábitos em legado. Porque o futuro começa nas decisões tomadas hoje.


📚 Referências científicas

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Treinar descalço: a “trend” que não devia sair do TikTok

Nos últimos tempos, nas redes sociais tem circulado a ideia de que treinar musculação descalço melhora a postura, ativa músculos esquecidos e fortalece os pés. Influencers exibem-se a levantar pesos sem sapatos, muitas vezes com legendas motivacionais que sugerem que esta é a forma “natural” de treinar. Mas será que isso está realmente apoiado pela ciência? A resposta mais honesta: pode haver algumas adaptações musculares, mas os benefícios reais para treino de força são duvidosos, e os riscos são concretos.

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O que dizem os defensores, e o que diz a ciência

 

1. Aumento de propriocepção e ativação de músculos pequenos dos pés. Há evidência de que treinar sem calçado pode alterar a ativação neuromuscular e influenciar a estrutura e função dos músculos intrínsecos do pé, com alguns estudos mostrando melhorias na força de músculos do pé e no controlo neuromuscular em contextos específicos de treino descalço ou com calçado minimalista — embora estas adaptações sejam mais relevantes para equilíbrio e função do pé do que para performance em levantamento de cargas pesadas. (mdpi.com)

2. A propriocepção pode ser maior a pés nus, pois o contacto direto com o solo fornece mais dados sensoriais ao sistema nervoso, confirmado por pesquisas biomecânicas que mostram alteração nos padrões sensoriais em condições descalças versus calçado. (sevenpubl.com.br)

👉 Mas atenção: essas adaptações tendem a surgir apenas após treino progressivo e são modestos. Atualmente não há evidência robusta de que treinar descalço aumente a performance de força em exercícios como agachamento ou levantamento de peso comparado a usar calçado adequado. (mdpi.com)

Riscos reais que não podem ser ignorados

1. Sobrecarga e risco de lesão


A ausência de calçado altera a forma como as forças são distribuídas no pé. Estudos biomecânicos demonstram que o treino descalço pode aumentar a pressão no antepé e na fáscia plantar, estando associado a maior risco de lesões como fascite plantar, sobretudo em indivíduos habituados a treinar com suporte.

Além disso, a transição para treino descalço está associada a maiores taxas de carga e impacto, fatores reconhecidos como potenciadores de lesões por sobrecarga em estruturas como tendões e ligamentos.

A isto soma-se o risco mecânico evidente: num ambiente de musculação, a queda de um peso sobre o pé desprotegido pode resultar em lesões traumáticas evitáveis.

2. Falta de adaptação do pé moderno


Especialistas em podologia alertam que andar descalço constantemente não é seguro: sapatos fornecem conforto, amortecimento e proteção contra lesões, infeções e temperaturas extremas, e a maioria das pessoas — que cresceu com calçado — não tem pés adaptados para suportar carga prolongada sem suporte.

Observações clínicas durante o período de confinamento por COVID-19 mostraram um aumento significativo de casos de fascite plantar e distensões musculares, associados precisamente à redução do uso de calçado no dia a dia.

3. Higiene e infeções fúngicas


O pé-de-atleta (tinea pedis) é uma infeção fúngica comum da pele do pé causada por dermatófitos como Trichophyton spp., adquirida por contacto direto com superfícies infectadas, especialmente em ambientes húmidos como pisos de ginásios, balneários e duches. A literatura médica descreve claramente a prevalência e o mecanismo de transmissão desses fungos quando a pele entra em contacto direto com ambientes que favorecem a sua sobrevivência e disseminação.

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4. Questão comportamental e de segurança coletiva


Na prática, esta tendência tem também um impacto no ambiente do ginásio. É cada vez mais comum que alunos questionem a obrigatoriedade do uso de calçado e resistam quando são alertados para os riscos. No entanto, estas orientações não são arbitrárias, existem para garantir segurança, higiene e responsabilidade partilhada.

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Treinar musculação descalço pode até ter algum fundamento em termos de propriocepção ou fortalecimento específico dos músculos dos pés quando feito de forma controlada e progressiva. No entanto, os pequenos benefícios não compensam os grandes riscos: quedas, lesões por sobrecarga, infeções fúngicas e conflitos sociais em ginásios partilhados.

Por esta razão, na sala de musculação do Axis Wellness não é permitido treinar descalço, exatamente pela ponderação entre riscos e benefícios feita pelos profissionais do ginásio, garantindo segurança, higiene e treino eficiente para todos os frequentadores.

Se o objetivo é ganhar força, estabilidade e saúde a longo prazo, o uso de sapatos de treino adequados, que protegem, oferecem estabilidade e reduzem o risco de lesões e infeções, continua a ser a opção mais segura e melhor suportada pela ciência.

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Siga estas dicas e irá sentir-se ainda mais confortável ao vir treinar nos nossos clubes. Para mais informações sobre as nossas condições de adesão clique aqui ou contacte-nos através do nº 258 847 555 (Viana do Castelo)


Referências científicas usadas

 

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Técnica vs peso: o erro que trava resultados

Num ginásio, há uma imagem comum: levantar cada vez mais peso como sinal de progresso. Mas há um detalhe que muitos ignoram, e que faz toda a diferença nos resultados.

A verdade é simples: sem técnica, o peso não conta. E pior, pode estar a atrasar (ou até a comprometer) a sua evolução.

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⚖️ O dilema: levantar mais ou levantar melhor?

É natural associar progresso a aumentar cargas. No entanto, quando isso acontece à custa da execução, o efeito pode ser o oposto:

  • Menor ativação muscular
  • Compensações com outras partes do corpo
  • Maior risco de lesão

Ou seja: mais esforço… com menos resultado.

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🔬 O que diz a ciência?

O crescimento muscular depende diretamente da qualidade da contração e da ativação correta dos músculos — um processo ligado à Ativação neuromuscular.

Quando a técnica falha:

  • O músculo alvo deixa de ser o principal envolvido
  • O estímulo torna-se menos eficaz
  • O progresso abranda (ou estagna)

 

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🚨 Os sinais de que está a sacrificar técnica

Alguns erros comuns que passam despercebidos:

  • “Balançar” o corpo para ajudar o movimento
  • Reduzir a amplitude do exercício
  • Perder controlo na fase descendente
  • Sentir o esforço em zonas erradas

Se se revê nisto, é provável que o peso esteja acima do ideal.

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🎯 O que deve vir primeiro?

A ordem correta é simples, mas é muitas vezes ignorada:

  • 1. Aprender a técnica
  • 2. Controlar o movimento
  • 3. Só depois aumentar a carga

Este princípio está diretamente ligado à Sobrecarga progressiva, mas aplicada com inteligência.

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🧠 Porque insistimos em mais peso?

Há um fator psicológico importante:

  • Ego
  • Comparação com outros
  • Pressa por resultados

Mas no treino, o progresso consistente raramente é o mais visível, é o mais bem executado.

PODE TER INTERESSE EM LER: 6 erros que o impedem de ganhar massa muscular


🏋️ No AXIS WELLNESS: treinar com intenção, não por impulso

Aqui entra uma das maiores diferenças entre treinar sozinho e treinar com acompanhamento.

No AXIS WELLNESS procuramos ter esta preocupação:

  • A técnica é corrigida desde o primeiro dia. Os professores de sala, presentes em todo o horário de funcionamentos,  estão atentos e disponíveis para corrigir, ou esclarecer qualquer dúvida
  • Os exercícios prescritos no seu plano de treino, são adaptados ao seu nível
  • Cada progressão efetuada em cada reavaliação do plano de treino, é feita com critério

E isso traduz-se em algo simples: melhores resultados com menos risco.

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👤 Treino personalizado: onde tudo muda

Se há contexto onde este erro desaparece quase por completo, é no treino personalizado.

Porquê?

✔ Correção constante
Um profissional garante que cada repetição é bem executada.

✔ Carga ajustada ao momento
Nem mais, nem menos — exatamente o necessário para evoluir.

✔ Foco no músculo certo
Maximiza resultados em menos tempo.

✔ Prevenção de lesões
Fundamental para continuidade — o verdadeiro segredo do sucesso.

Para muitos, este é o ponto de viragem: deixam de “treinar ao acaso” e passam a treinar com propósito.

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⏱️ Resultado final: menos ego, mais eficácia

Curiosamente, quem baixa o peso para melhorar a técnica acaba por:

  • Evoluir mais rápido
  • Sentir melhor os exercícios
  • Ganhar mais consistência

É um daqueles casos em que fazer “menos” resulta em muito mais.

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💬 Conclusão

Se quer mesmo resultados, sejam eles perder gordura, ganhar massa muscular ou simplesmente sentir-se melhor, há uma regra que não falha:

👉 A técnica vem sempre primeiro.

E quando essa base está garantida, tudo o resto evolui com muito mais facilidade.

PODE TER INTERESSE EM LER: Treino de força para principantes: comece a prática com os nossos conselhos!

O AXIS WELLNESS recomenda que recorra sempre à opinião técnica dos nossos profissionais e procure respeitar o seu plano de treino, pois foi prescrito de acordo com a sua condição física. Faça reavaliações físicas e reprogramações do seu plano, pelo menos de 3 em 3 meses, para ir verificando a sua progressão.

O serviço de treino personalizado garante-lhe ainda mais qualidade, segurança e rapidez no atingimento dos seus objetivos. No nosso SPA encontra um espaço desenhado para o relaxamento e bem-estar com uma oferta de massagens e tratamentos que aceleram a sua recuperação.

📚 Referências bibliográficas

Sono e exercício físico

Num mundo cada vez mais acelerado, dormir bem tornou-se um verdadeiro desafio. Stress, excesso de estímulos digitais e rotinas irregulares prejudicam o descanso de milhões de pessoas. No entanto, existe uma ferramenta poderosa (e muitas vezes subestimada) que pode melhorar significativamente a qualidade do sono: o exercício físico regular.

A ciência é clara: movimentar o corpo durante o dia ajuda o organismo a dormir melhor à noite. A relação entre atividade física e sono é profunda e bidirecional: quem dorme bem tem mais energia para treinar, e quem treina com regularidade tende a ter um sono mais profundo, reparador e consistente.

Neste artigo exploramos a ligação entre exercício e sono, os benefícios comprovados pela ciência e quais os melhores horários e tipos de treino para promover um descanso verdadeiramente restaurador.


Porque é que o exercício melhora o sono?

O sono é regulado por vários mecanismos fisiológicos, incluindo o ritmo circadiano, a temperatura corporal e a libertação de hormonas como a melatonina e o cortisol. A prática de exercício físico influencia positivamente todos estes processos.

Estudos publicados em revistas científicas demonstram que pessoas fisicamente ativas:

  • Adormecem mais rapidamente
  • Têm maior duração de sono profundo
  • Acordam menos vezes durante a noite
  • Sentem maior sensação de recuperação ao acordar

 

Investigações recentes indicam que indivíduos que praticam exercício moderado de forma regular apresentam melhorias significativas na qualidade global do sono, especialmente na duração e profundidade das fases de sono reparador.


O que acontece no corpo quando treinamos?

Quando realizamos exercício, ocorrem diversas alterações fisiológicas que facilitam um sono mais profundo:

1. Regulação da temperatura corporal

Durante o exercício a temperatura corporal sobe. Horas depois ocorre uma descida natural, o que envia ao cérebro um sinal biológico semelhante ao que acontece antes de adormecer.

2. Redução do stress e da ansiedade

O treino estimula a libertação de endorfinas, neurotransmissores associados ao bem-estar. Também contribui para reduzir níveis elevados de cortisol, frequentemente associados a dificuldades em adormecer.

3. Aumento da pressão do sono

O exercício aumenta o gasto energético e a necessidade de recuperação do organismo, reforçando o chamado “sleep drive”, ou seja, a pressão biológica para dormir.

4. Estabilização do ritmo circadiano

Treinar regularmente, especialmente durante o dia, ajuda o organismo a manter ciclos de sono mais consistentes.


Quais são os melhores exercícios para melhorar o sono?

Nem todos os treinos produzem exatamente o mesmo efeito no descanso noturno. Alguns tipos de exercício têm impacto particularmente positivo.

Exercício aeróbico

Atividades cardiovasculares são das mais eficazes para melhorar a qualidade do sono.

Exemplos:

  • Caminhada rápida
  • Corrida leve
  • Ciclismo
  • Natação

 

Estudos indicam que 30 a 45 minutos de exercício aeróbico moderado podem aumentar significativamente o tempo passado em sono profundo.

Treino de força

O treino com pesos também apresenta benefícios relevantes para o sono, especialmente ao melhorar a recuperação muscular e o metabolismo.

Exemplos:

Exercícios “mind & body”

Atividades mais suaves ajudam a reduzir a ativação do sistema nervoso e podem ser excelentes ao final do dia.

Exemplos:


Qual é a melhor hora do dia para treinar?

Uma das dúvidas mais comuns é se treinar à noite prejudica o sono. A resposta depende da intensidade e do horário.

Manhã: ideal para regular o relógio biológico

Treinar de manhã ajuda a sincronizar o ritmo circadiano e promove níveis de energia mais estáveis ao longo do dia. A exposição à luz natural reforça ainda mais este efeito.

Benefícios:

  • Maior consistência do ciclo sono-vigília
  • Aumento da energia durante o dia
  • Melhor humor

Tarde: excelente para performance física

Entre as 16h e as 19h, a temperatura corporal e a capacidade muscular estão naturalmente mais elevadas, o que favorece treinos mais intensos.

Benefícios:

  • Melhor desempenho físico
  • Maior eficiência muscular
  • Boa adaptação para o sono noturno

Noite: possível, mas com moderação

Treinar à noite não é necessariamente prejudicial, mas exercícios muito intensos nas 2 a 3 horas antes de dormir podem aumentar a ativação fisiológica e dificultar o adormecer.

Se o treino for mais tardio, o ideal é optar por:

  • intensidade moderada
  • sessões mais curtas
  • exercícios relaxantes

Quanto exercício é necessário para melhorar o sono?

A recomendação científica mais aceite aponta para:

150 minutos semanais de exercício moderado ou 75 minutos de exercício intenso divididos ao longo da semana.

Mesmo pequenas quantidades já fazem diferença. Pessoas sedentárias que começam a caminhar apenas 20 a 30 minutos por dia frequentemente relatam melhorias significativas na qualidade do sono após poucas semanas.


Estratégias simples para usar o exercício como aliado do sono

Para maximizar os benefícios do treino no descanso, algumas práticas podem ajudar:

  • manter horários regulares de treino
  • evitar exercícios muito intensos perto da hora de dormir
  • combinar treinos aeróbicos com treino de força
  • incluir momentos de mobilidade e alongamento
  • incluir atividades físicas ao ar livre, sempre que possível (a luz natural é o principal regulador do ritmo circadiano)

Movimento de dia, recuperação à noite

O sono é um dos pilares fundamentais da saúde, tão importante quanto a nutrição e o exercício. Quando estes três elementos estão alinhados, o corpo funciona melhor, recupera mais rapidamente e mantém níveis de energia muito mais estáveis.

A prática regular de exercício não serve apenas para melhorar a forma física. Ela contribui para um sono mais profundo, restaurador e consistente, essencial para o equilíbrio físico e mental.

No AXIS WELLNESS acreditamos que saúde verdadeira nasce do equilíbrio. Movimente-se durante o dia, respeite os ritmos naturais do corpo e permita que a noite faça o seu trabalho: restaurar, regenerar e preparar-nos para um novo dia.

Para mais informações sobre o tipo de treino mais aconselhado para uma noite de descanso mais restauradora e regeneradora clique aqui ou contacte-nos através do nº 258 847 555 (Viana do Castelo) 

 


Referências Científicas

Créditos da foto: Freepik

Qual é o treino ideal para a sua personalidade?

Manter uma rotina de treino nem sempre é fácil. Há dias em que a motivação desaparece e o sofá parece ganhar ao ginásio. Mas existe um segredo simples: quando escolhe um treino que combina com a sua personalidade, o exercício deixa de ser uma obrigação e passa a ser algo que realmente quer fazer.

Cada pessoa encontra motivação de forma diferente. Uns precisam de energia e companhia, outros preferem silêncio e foco. No AXIS WELLNESS, com dezenas de aulas semanais e várias modalidades, é fácil encontrar o treino que melhor se adapta a si.

Descubra qual destes perfis de personalidade é mais parecido consigo.


A Social

Se gosta de energia, música e pessoas à sua volta, então as aulas de grupo são claramente o seu ambiente natural.

Treinar com outros dá-lhe motivação extra e transforma o exercício num momento divertido.

Treinos ideais no AXIS WELLNESS

  • RPM (cycling indoor) para descarregar energia ao ritmo da música
  • Body Step para um treino intenso e dinâmico
  • Fitboxe para libertar stress e queimar muitas calorias

Estas aulas combinam cardio e força num ambiente cheio de energia e motivação.

Truque de motivação:
Convide um amigo ou escolha sempre a mesma aula semanal. Rapidamente passa a fazer parte da sua rotina social.


A Planeadora

Gosta de objetivos claros, progresso e resultados visíveis. Se há um plano, há sucesso.

Para si, treinar é também uma forma de superação pessoal.

Treinos ideais no AXIS WELLNESS

Programas estruturados permitem acompanhar resultados e melhorar semana após semana.

Truque de motivação:
Registe o seu progresso: pesos levantados, repetições ou tempo de treino.


A Espontânea

Rotinas rígidas não são para si. Prefere variedade e liberdade para decidir o que fazer naquele dia.

Treinos ideais no AXIS WELLNESS

Assim cada treino é diferente e a motivação mantém-se sempre em alta.

Truque de motivação:
Comprometa-se com apenas 15 minutos. Muitas vezes o mais difícil é começar.


A Tranquila

Para si, o exercício é também um momento para acalmar a mente e desligar do ritmo do dia.

Prefere treinos mais focados na concentração e no equilíbrio.

Treinos ideais no AXIS WELLNESS

Estas modalidades ajudam a trabalhar o corpo enquanto equilibram mente e respiração.

Truque de motivação:
Transforme o treino no seu momento de pausa e bem-estar.


A Rotineira

Gosta de consistência. Quando encontra algo que funciona, mantém-no durante muito tempo.

E isso é uma grande vantagem quando se fala de resultados.

Treinos ideais no AXIS WELLNESS

  • RPM regularmente para melhorar resistência
  • Treino de força no ginásio
  • Localizada para tonificação muscular
  • Natação para treinos consistentes ao longo do tempo

A repetição e a disciplina fazem toda a diferença na evolução.

Truque de motivação:
Mantenha a rotina, mas desafie-se com pequenas melhorias.


A Exploradora

Adora experimentar coisas novas. Se surge uma nova modalidade, provavelmente quer ser das primeiras a experimentar.

Treinos ideais no AXIS WELLNESS

  • Fitboxe
  • TRX
  • Alternar entre aulas diferentes todas as semanas

O importante é manter a variedade e a curiosidade.

Truque de motivação:
Crie uma lista de aulas que quer experimentar durante o ano.


Encontre o treino que combina consigo

Não existe um treino perfeito para toda a gente, existe o treino perfeito para si.

Quando encontra uma modalidade que combina com a sua personalidade, a consistência aparece naturalmente e os resultados tornam-se visíveis e inevitáveis.

PODE TER INTERESSE EM LER: Quando a motivação falha, a consistência vence!

No AXIS WELLNESS, com um amplo ginásio, piscina, aulas de grupo e acompanhamento especializado, há sempre uma forma de treinar que se adapta ao seu estilo de vida.

O primeiro passo é simples: experimente. O resto vem com o movimento.

Se ainda não nos conhece, e gostaria de saber mais informações sobre como o(a) podemos ajudar na implementação de hábitos de vida saudáveis  clique aqui, ou contacte-nos através do nº 258 847 555 (Viana do Castelo)

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Lições de treino que os mais velhos dão aos jovens

Quando se fala de exercício físico, muitas pessoas assumem automaticamente que os jovens têm sempre vantagem. Mais força, mais energia, mais rapidez.

Mas a realidade observada em muitos ginásios (e também confirmada por vários estudos científicos) mostra algo interessante: as pessoas mais velhas muitas vezes fazem algumas coisas melhor no treino do que os mais novos.

Não porque tenham mais capacidade física, mas porque têm algo igualmente importante: experiência, consistência e uma abordagem mais inteligente ao exercício.

E são precisamente esses fatores, abaixo discriminados, que fazem muitas vezes a diferença nos resultados a longo prazo.


1. São mais consistentes

Uma das maiores diferenças entre gerações no exercício físico é a consistência.

Estudos científicos mostram que adultos mais velhos apresentam frequentemente níveis elevados de adesão aos programas de exercício, algo fundamental para obter resultados duradouros. Uma revisão científica publicada na revista Age and Ageing encontrou taxas médias de adesão aos programas de exercício superiores a 80% entre adultos mais velhos.

Isto significa que a maioria mantém a prática de forma regular ao longo do tempo.

E isto é crucial, porque no exercício físico a consistência é mais importante do que a intensidade.

Treinar de forma moderada, mas regular, produz muito mais benefícios do que períodos curtos de treino intenso seguidos de longas pausas.

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2. Valorizam mais o processo do que a rapidez

Os jovens tendem muitas vezes a procurar resultados rápidos: perder peso depressa, ganhar massa muscular rapidamente ou atingir objetivos estéticos num curto espaço de tempo.

Já muitas pessoas mais velhas adotam uma abordagem diferente: encaram o exercício como um hábito de vida.

Essa mentalidade é extremamente positiva. A investigação em envelhecimento ativo mostra que a criação de hábitos consistentes de atividade física ao longo do tempo é um dos fatores mais importantes para manter a saúde e a funcionalidade na idade adulta.

Em vez de procurar transformações rápidas, muitas pessoas mais velhas concentram-se em algo muito mais eficaz: manter-se ativas ao longo dos anos.

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3. Escutam melhor o corpo

Outra vantagem importante é a maior consciência corporal.

Com o passar dos anos, as pessoas tornam-se geralmente mais atentas aos sinais do corpo:

  • fadiga
  • tensão muscular
  • necessidade de recuperação
  • limitações articulares

Especialistas em medicina desportiva recomendam precisamente esta abordagem mais adaptativa ao exercício, ajustando intensidade e impacto conforme a capacidade individual para reduzir o risco de lesões.

Em muitos casos, esta prudência permite treinar durante mais tempo e com menos interrupções.

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4. Escolhem treinos mais equilibrados

Com a experiência, muitas pessoas deixam de focar apenas um objetivo e passam a procurar um treino mais completo e equilibrado.

Programas de exercício para adultos mais velhos incluem frequentemente uma combinação de:

  • treino de força
  • exercícios de equilíbrio
  • mobilidade
  • atividade cardiovascular

A evidência científica mostra que este tipo de abordagem melhora a função muscular, a mobilidade e o controlo postural, contribuindo para uma melhor qualidade de vida e menor risco de quedas.

Curiosamente, este tipo de treino global é hoje considerado uma das estratégias mais eficazes para a saúde física em qualquer idade.

PODE TER INTERESSE EM LER: Por que deve começar a trabalhar a mobilidade na sua rotina de treino


5. Mantêm a motivação certa

Há ainda uma diferença importante na motivação para treinar.

Enquanto muitos jovens são motivados sobretudo pela estética, as pessoas mais velhas tendem a valorizar objetivos como:

  • saúde
  • autonomia
  • energia no dia a dia
  • qualidade de vida

 

Este tipo de motivação é mais sustentável a longo prazo.

E quando o objetivo é viver melhor, com mais energia e independência, o exercício deixa de ser uma obrigação e passa a ser uma escolha consciente de cuidar da própria saúde.

PODE TER INTERESSE EM LER: Exercício físico e envelhecimento saudável: como manter-se ativo


Uma lição que também serve para os mais jovens

A experiência que muitas pessoas mais velhas demonstram no treino não é algo exclusivo da idade. São hábitos e atitudes que qualquer pessoa pode adotar, independentemente dos anos que tem.

Na verdade, quando os mais jovens incorporam esta mentalidade (consistência, progressão gradual, escuta do corpo e foco na saúde) tendem a reduzir o risco de lesões, melhorar o desempenho e alcançar resultados mais duradouros.

Ou seja, a experiência que muitas vezes associamos aos mais velhos é, na verdade, uma forma mais inteligente de treinar,  e que pode beneficiar pessoas de todas as idades.

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O papel do acompanhamento certo

Independentemente da idade, o mais importante é que o treino seja seguro, adequado e progressivo.

No AXIS WELLNESS, cada pessoa encontra acompanhamento profissional, orientação constante e uma grande variedade de atividades, permitindo adaptar o exercício a diferentes objetivos, idades e níveis de condição física.

Porque no fim de contas, o exercício não é apenas sobre desempenho;
é sobre manter o corpo forte, ativo e saudável ao longo da vida.

E nisso, muitas vezes, as pessoas mais velhas têm muito para ensinar.

Para saber mais informações sobre os nossos serviços clique aqui ou contacte-nos através do nº 258 847 555 (Viana do Castelo)


Referências científicas

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O erro silencioso de quem quer começar a treinar

Há uma ideia curiosa, e muito comum, que continua a afastar muitas pessoas do exercício físico: muita gente acredita que precisa de estar em forma antes de começar a treinar.

Parece contraditório, mas acontece todos os dias.

Há quem pense que primeiro tem de perder algum peso. Outros acreditam que precisam de ganhar alguma resistência antes de entrar num ginásio. E há ainda quem ache que é preciso saber exatamente o que fazer para não “passar vergonha”.

No fundo, existe a sensação de que é preciso preparar-se para começar.

Mas a ciência mostra precisamente o contrário.


O corpo adapta-se quando começa a mover-se

O corpo humano tem uma capacidade extraordinária chamada adaptação fisiológica. Quando somos expostos a estímulos como o exercício físico, o organismo começa a ajustar-se para lidar melhor com esse desafio.

Estudos na área da fisiologia do exercício demonstram que mesmo pequenas quantidades de atividade física já provocam adaptações positivas, sobretudo em pessoas sedentárias.

Segundo o American College of Sports Medicine, indivíduos que passam de um estilo de vida sedentário para níveis moderados de atividade física apresentam melhorias rápidas em:

  • capacidade cardiorrespiratória
  • controlo da glicemia
  • pressão arterial
  • sensibilidade à insulina
  • níveis de energia no dia a dia

 

Ou seja, não é preciso estar em forma para começar. É precisamente começar que cria a forma física.


O mito de “perder peso primeiro”

Outro equívoco frequente é acreditar que é necessário perder peso antes de entrar num ginásio.

Na realidade, o exercício físico é uma das ferramentas mais eficazes para melhorar a composição corporal. Mas o impacto vai muito além da balança.

Investigação citada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) mostra que a prática regular de atividade física está associada a:

Curiosamente, muitas destas melhorias acontecem mesmo antes de existir perda de peso significativa.

Isto acontece porque o exercício melhora o funcionamento interno do organismo, o metabolismo, a circulação sanguínea, a capacidade pulmonar e a função muscular.


“Mas eu não sei treinar”

Este é um dos receios mais comuns de quem pensa começar.

Muitas pessoas imaginam o ginásio como um lugar onde todos sabem exatamente o que estão a fazer. A verdade é que quase todos começaram da mesma forma: sem experiência e com muitas dúvidas.

É precisamente aqui que o acompanhamento faz toda a diferença.

No AXIS WELLNESS, quem começa não está sozinho. A equipa técnica está preparada para orientar cada pessoa desde o primeiro dia, garantindo que o início é feito com segurança, confiança e motivação.

Esse apoio passa por vários aspetos:

Este tipo de acompanhamento é recomendado por organizações como os Centers for Disease Control and Prevention, que destacam a importância de programas estruturados e supervisionados para quem inicia a prática de exercício físico.

Quando existe orientação adequada, o processo torna-se mais simples, mais seguro e muito mais motivador.


O verdadeiro ponto de partida

A realidade é simples: ninguém começa em forma.

As pessoas que hoje parecem confiantes num ginásio também tiveram o seu primeiro dia. Também tiveram dúvidas. Também começaram devagar.

A diferença é que decidiram começar mesmo assim.

O exercício físico não exige perfeição no início. Exige apenas o primeiro passo. A partir daí, o corpo adapta-se, a energia aumenta, a confiança cresce e aquilo que parecia difícil torna-se parte natural da rotina.


Talvez o maior erro seja esperar

Esperar pelo momento ideal. Esperar por mais tempo. Esperar por mais motivação.

Mas muitas vezes o momento certo não aparece. Ele cria-se.

E quase sempre começa da mesma forma: com uma decisão simples de cuidar um pouco mais de si.

Porque no fim de contas, ninguém precisa de estar preparado para começar.

Precisa apenas de começar. 💪

Porque, muitas vezes, o passo mais difícil é o primeiro, no AXIS WELLNESS esse passo nunca é dado sozinho. Saiba como o(a) podemos ajudar: clique aqui ou contacte-nos através do nº 258 847 555 💪

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