Assinalado a 31 de março, o Dia Nacional do Doente com AVC é mais do que uma data simbólica. É um alerta para uma realidade que continua a marcar profundamente a saúde pública em Portugal. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) permanece uma das principais causas de morte e incapacidade no país e, de acordo com dados recentes, continua a ser mesmo a principal causa de mortalidade em Portugal, responsável por milhares de óbitos todos os anos.
Só em 2024, as doenças cerebrovasculares estiveram associadas a cerca de 9.007 mortes, representando aproximadamente 7,6% da mortalidade total, o que evidencia o enorme impacto desta condição na população portuguesa.
Ao longo das últimas décadas, a ciência tem vindo a confirmar aquilo que, de certa forma, já se intuía: um estilo de vida equilibrado é uma das ferramentas mais poderosas na prevenção desta doença, ainda que não seja uma garantia absoluta.
O que está na origem do AVC, e o que podemos controlar
O AVC ocorre quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é interrompido, seja por obstrução ou hemorragia, levando à lesão das células cerebrais.
Importa também distinguir o AVC do AIT (Acidente Isquémico Transitório): enquanto o AVC provoca lesão cerebral permanente, o AIT é uma interrupção temporária do fluxo sanguíneo, com sintomas que desaparecem em minutos ou horas, mas que funciona como um forte sinal de alerta para um possível AVC futuro.
Entre os principais fatores de risco encontram-se:
- Hipertensão arterial
- Diabetes
- Colesterol elevado
- Tabagismo
- Obesidade e sedentarismo
A boa notícia é que a maioria destes fatores é modificável, o que coloca a prevenção diretamente nas mãos de cada pessoa, e no acompanhamento adequado por profissionais.
Contudo, importa sublinhar um ponto essencial: existem fatores de risco que não podem ser alterados, como a idade, a predisposição genética ou determinadas condições médicas. Mesmo em pessoas com estilos de vida exemplares, o risco nunca é totalmente eliminado.
Este facto não diminui a importância da prevenção, pelo contrário, reforça a necessidade de atuar sobre tudo aquilo que está ao nosso alcance.
Movimento: um dos “medicamentos” mais eficazes
A evidência científica recente é clara: a atividade física regular reduz significativamente o risco de AVC.
Estudos mostram que:
- Apenas 25 minutos diários de atividade física moderada a intensa podem reduzir o risco em cerca de 43%
- Cumprir recomendações mínimas (150 minutos por semana) está associado a uma redução de cerca de 35% no risco de AVC
- O sedentarismo prolongado tem o efeito oposto, aumentando o risco de forma significativa
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Mais do que intensidade extrema, o segredo está na consistência. Caminhar, nadar ou pedalar, práticas simples e tradicionais, continuam a ser altamente eficazes.
Alimentação: o padrão mediterrânico como referência
A alimentação desempenha um papel determinante na saúde vascular. A chamada dieta mediterrânica, baseada em produtos naturais e pouco processados, continua a destacar-se.
Investigações recentes indicam que:
- A adesão a este padrão alimentar pode reduzir o risco de AVC em até 25%
- Este tipo de alimentação contribui para melhorar fatores críticos como tensão arterial, colesterol e glicemia
Na prática, isso traduz-se em:
- Maior consumo de legumes, fruta, peixe e azeite
- Redução de gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados
- Valorização da alimentação tradicional, simples e equilibrada
Pequenas mudanças, grandes resultados
Uma das conclusões mais interessantes da investigação recente é que não são necessárias mudanças radicais para obter benefícios reais.
Pequenas ações, como:
- Dormir melhor
- Caminhar mais diariamente
- Aumentar o consumo de vegetais
podem reduzir o risco de eventos cardiovasculares de forma mensurável.
Este é um ponto essencial: a prevenção constrói-se no dia a dia, com hábitos sustentáveis, e não com soluções temporárias.
Um estilo de vida saudável: mais do que dieta e exercício
Para além da alimentação e do movimento, há outros pilares fundamentais:
- Controlo regular da tensão arterial e colesterol
- Gestão do stress
- Qualidade do sono
- Evitar tabaco e moderar álcool
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A ciência moderna reforça aquilo que sempre fez parte de uma abordagem mais tradicional à saúde: equilíbrio, rotina e consistência.
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O papel do AXIS WELLNESS na prevenção do AVC
Num contexto em que a prevenção é decisiva, o acompanhamento especializado faz toda a diferença. É precisamente aqui que o AXIS WELLNESS assume um papel relevante.
Através de uma abordagem integrada, o AXIS WELLNESS disponibiliza:
- Programas de exercício físico personalizados e supervisionados
- Acompanhamento por profissionais qualificados
- Avaliação contínua de indicadores de saúde
- Promoção de hábitos sustentáveis e adaptados a cada pessoa
Mais do que um espaço de treino, trata-se de um ambiente orientado para a promoção da saúde a longo prazo, onde cada pessoa é acompanhada de forma individualizada.
Conclusão
No Dia Nacional do Doente com AVC, importa reforçar uma mensagem clara e equilibrada: nem todos os casos podem ser evitados, mas muitos podem ser prevenidos.
Num país onde o AVC continua a ter um peso tão significativo na mortalidade, investir em hábitos saudáveis não é apenas uma opção, é uma necessidade.
Recuperar práticas equilibradas, respeitar o corpo e investir na saúde de forma consistente são decisões que fazem hoje a diferença no futuro. E com o apoio certo, como o proporcionado pelo AXIS WELLNESS, esse caminho torna-se mais claro, mais seguro e, sobretudo, mais eficaz.
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Referências científicas
- World Health Organization (WHO). Stroke, Cerebrovascular disease fact sheet, 2023.
- Global Burden of Disease Study (GBD) 2021. Global, regional, and national burden of stroke.
- Direção-Geral da Saúde (DGS). Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares, Portugal.
- Instituto Nacional de Estatística (INE), Portugal. Causas de morte 2024.
- American Heart Association (AHA) / American Stroke Association. Guidelines for the Primary Prevention of Stroke, 2021 (atualizações recentes em circulação científica).
- European Stroke Organisation (ESO). Guidelines on Stroke Prevention, 2022–2024.
- The Lancet Neurology. Physical activity and stroke risk: systematic review and meta-analysis, estudos recentes.
- The New England Journal of Medicine. Mediterranean diet and cardiovascular outcomes (PREDIMED study and follow-ups).
- JAMA Network Open. Lifestyle factors and cardiovascular disease risk reduction, estudos observacionais recentes.
- European Society of Cardiology. Prevention of cardiovascular disease guidelines, 2021–2023.
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