Os portugueses estão menos saudáveis?

Os números mais recentes sobre a saúde dos portugueses deixam pouco espaço para dúvidas: o excesso de peso e o sedentarismo continuam a ser alguns dos maiores desafios de saúde pública em Portugal. Os resultados do Inquérito Nacional de Saúde 2025 , publicado ontem pelo INE, revelam que cerca de 1,7 milhões de adultos vivem com obesidade e aproximadamente 3,8 milhões apresentam excesso de peso. Ao mesmo tempo, os hábitos alimentares mostram sinais preocupantes, com uma redução no consumo regular de legumes e uma prática insuficiente de atividade física.
Contudo, nem todos os indicadores são negativos. O mesmo estudo revela uma diminuição dos hábitos tabágicos na população portuguesa, um sinal encorajador para a saúde pública. No entanto, o consumo de bebidas alcoólicas continua a apresentar valores elevados, reforçando a necessidade de promover estilos de vida mais equilibrados e conscientes, onde a alimentação, a atividade física e a moderação no consumo de álcool caminhem lado a lado.
Um problema que vai muito além da balança
O excesso de peso não surge apenas porque as pessoas comem mais. É frequentemente o resultado de uma combinação complexa de fatores: estilos de vida cada vez mais sedentários, horários exigentes, stress, privação de sono, alimentação desequilibrada e falta de acompanhamento especializado.
Ao mesmo tempo, a tecnologia trouxe inúmeras vantagens, mas também contribuiu para uma redução significativa do movimento diário. Horas passadas em frente a computadores, telemóveis ou televisões fazem com que muitas pessoas passem grande parte do dia sentadas, acumulando riscos para a saúde física e mental.
Quando o sedentarismo se instala, os efeitos vão muito além do aumento de peso. A capacidade cardiovascular diminui, a massa muscular reduz-se progressivamente e aumenta o risco de desenvolver doenças crónicas como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro.
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A alimentação mediterrânica está a perder terreno?
Portugal tem uma das tradições alimentares mais reconhecidas do mundo. A Dieta Mediterrânica, considerada Património Cultural Imaterial da Humanidade, assenta num elevado consumo de legumes, fruta, leguminosas, cereais integrais e azeite.
Contudo, os dados mais recentes sugerem que muitos portugueses estão a consumir menos legumes do que seria desejável. Esta tendência é particularmente preocupante porque os vegetais desempenham um papel fundamental na prevenção de doenças, no controlo do peso corporal e na promoção da saciedade.
Pequenas alterações na alimentação diária podem produzir grandes resultados ao longo do tempo:
- Aumentar o consumo de legumes em todas as refeições principais;
- Priorizar alimentos frescos e minimamente processados;
- Reduzir o consumo de produtos ultraprocessados;
- Melhorar a hidratação ao longo do dia;
- Planear refeições de forma consciente.
A alimentação saudável não deve ser encarada como uma restrição temporária, mas como um investimento contínuo na saúde e na qualidade de vida.
Exercício físico: um dos medicamentos mais eficazes e acessíveis
Se existisse um medicamento capaz de reduzir o risco de doenças cardiovasculares, melhorar a saúde mental, aumentar a energia, fortalecer os músculos, melhorar a qualidade do sono e contribuir para o controlo do peso, provavelmente seria considerado revolucionário.
Esse “medicamento” já existe: chama-se exercício físico.
A Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada. No entanto, uma grande parte da população continua longe deste objetivo.
A boa notícia é que não é necessário começar com treinos intensos para começar a sentir benefícios. Caminhadas regulares, treino de força adaptado, aulas de grupo ou programas personalizados podem gerar melhorias significativas na saúde, na composição corporal e no bem-estar geral.
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Além disso, o exercício físico desempenha um papel essencial na prevenção de doenças, no combate ao stress e na promoção de uma maior autonomia ao longo da vida.
A mudança começa com um plano realista
Um dos maiores erros de quem decide mudar de estilo de vida é tentar transformar tudo de uma só vez. Dietas restritivas, objetivos irrealistas e programas excessivamente exigentes tendem a produzir resultados temporários.
A verdadeira transformação acontece através da consistência.
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Pequenos passos realizados diariamente têm muito mais impacto do que mudanças radicais mantidas durante apenas algumas semanas. Criar hábitos sustentáveis, adaptados à realidade de cada pessoa, é o caminho mais eficaz para alcançar resultados duradouros.
Mais do que procurar soluções rápidas, importa construir uma relação equilibrada com a alimentação, o exercício físico, o descanso e a gestão do stress.
Como o Axis Wellness pode ajudar
No Axis Wellness acreditamos que a saúde não se mede apenas em números na balança. O nosso objetivo é ajudar cada pessoa a construir um estilo de vida mais ativo, equilibrado e sustentável.
Através de programas de exercício personalizados, acompanhamento especializado, serviço de nutrição incluído em todas as modalidades de adesão, serviço de medicina desportiva, geral e familiar, avaliações físicas com a tecnologia mais recente e uma abordagem centrada no bem-estar global, ajudamos os nossos membros a:
- Reduzir o excesso de peso de forma saudável;
- Melhorar a condição física e a composição corporal;
- Aumentar os níveis de energia;
- Reduzir fatores de risco associados a doenças crónicas;
- Desenvolver hábitos duradouros para uma vida mais saudável.
Os dados do Inquérito Nacional de Saúde são um alerta importante. Mas são também uma oportunidade. Uma oportunidade para refletirmos sobre os nossos hábitos e para tomarmos decisões que podem transformar a nossa saúde nos próximos anos.
Porque a melhor altura para começar a cuidar da saúde não é amanhã. É hoje! Para saber como o podemos ajudar clique aqui ou contacte-nos através do nº 258 847 555 (Viana do Castelo)
Nota: Os dados que sustentam esta reflexão foram recentemente destacados pelo jornal Público, numa reportagem que analisou os resultados do Inquérito Nacional de Saúde 2025 e traçou um retrato preocupante dos hábitos de saúde da população portuguesa. Imagem ilustrativa gerada por IA.