Síndrome de “burnout” e exercício físico

Com a correria do dia a dia, a rotina pesada de trabalho e pessoas conectadas quase 24 horas por dia, o stress tem sido comum na vida dos portugueses. Doenças novas surgem e afetam uma percentagem cada vez maior da população. É o caso da síndrome de burnout.
Também conhecida como crise de esgotamento profissional, a síndrome vem à tona quando se trabalha muitas horas consecutivas sob condições psicologicamente desgastantes. Os sintomas mais frequentes são: cansaço constante, baixa autoestima e mudanças bruscas de humor.
O stress no trabalho é multifatorial. Pode estar relacionado com um estilo de liderança que inibe a expressão plena das competências dos funcionários, a situações de risco e inadequação no ambiente de trabalho, a falta de reconhecimento ou mesmo a jornadas excessivas. Com essas barreiras, as pessoas deixam de lado os cuidados com a saúde e esquecem-se da importância da atividade física, que melhora o bem-estar em geral.
Já foi demonstrado que o exercício físico moderado combate e previne uma série de comprometimentos funcionais ligados a uma hiperativação do sistema nervoso simpático, que é acionado em situações de stress. O burnout enquadra-se aqui.
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Estudos já constataram que a falta de atividade física na rotina diminui a expectativa de vida da mesma forma que a obesidade e o tabagismo. Além disso, o sedentarismo está associado a um maior risco de declínio cognitivo e Alzheimer.
Precisamos lembrar também que os transtornos psicológicos apresentam comprometimentos orgânicos de base no cérebro, que podem ser minimizados com exercícios físicos. A saúde mental só tem a ganhar quando se associa a atividade física a outros desafios cognitivos.
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Existe um período em que resistimos à prática de atividade física após um longo tempo de inatividade, mas ele é curto e o corpo adapta-se ao novo ritmo de esforço. E, como qualquer novo novo hábito, se seguido com regularidade, ele se consolida com amplos benefícios.
Em termos evolutivos, como espécie, somos os mesmos caçadores e coletores de há 60 mil anos atrás. Não fomos feitos para ficar em frente à televisão ou ao computador o tempo todo — essa é uma receita certa para desenvolver doenças. Por isso, é importante achar o exercício mais adequado de acordo com o seu perfil.
Nesta avaliação física inicial para além de uma série de indicadores de condição física recolhidos, são efetuados outros testes e medições como por exemplo a medição dos diversos perímetros corporais, medição da massa óssea ou a avaliação de flexibilidade. Tudo para que o treino prescrito, assim como as aulas de grupo mais recomendadas, sejam sempre adequados à sua real condição física.
Para atingir índices de saúde mais amplos nas empresas, porém, precisamos trabalhar em cima de outros fatores, como estímulo à alimentação saudável (o serviço de nutrição está incluído em todas as nossas modalidades de adesão) e a boas noites de sono. O fundamental — e isso aplica-se muito à atividade física — é que as pessoas aprendam a ter regularidade e consistência até que o hábito se forme e se perpetue.
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